Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
Manaus

Quadrilha de médicos pode ter registro do CRM cassado

Procedimento vai apurar a conduta dos três médicos. Eles serão julgados pelo Código de Ética Médica do CRM-AM



1.gif Presidente do CRM-AM, José Bernardino Sobrinho, disse que Denis e Armando já estavam sendo investigados pelos mesmos crimes
27/02/2015 às 10:10

A classe médica reagiu com repúdio à prática criminosa dos médicos ginecologistas e obstetras Armando Andrade Araújo, Denis Almeida e Odilon de Oliveira, acusados de integrar uma quadrilha especializada em cobrar dinheiro para fazer partos, laqueadura e outros procedimentos ginecológicos em maternidades públicas de Manaus.

Eles tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Henrique Veiga e poderão ter seus direitos de exercer a profissão cassados em todo o território nacional, segundo informou ontem o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-AM), José Bernardes Sobrinho. “A classe médica está indignada com os atos destes médicos”, disse.



Bernardes informou que Denis e Armando já estavam sendo investigados pelo Conselho havia um ano pelos mesmos crimes pelos quais foram presos. Ontem, assim que tomou conhecimento da prisão dos três médicos, ele acionou os assessores jurídicos para que fossem à Seccional Norte tomar ciência dos fatos.

Bernardes informou que o Conselho vai instaurar um procedimento para apurar os fatos e que esse poderá gerar um processo. Se ficar comprovado que são procedentes, Denis, Odilon e Armando serão julgados pelo Código de Ética Médica e por se tratar de fatos considerados graves poderão ser punidos com pena que vai desde uma advertência sigilosa até a cassação do registro de médico. “Condenamos veementemente essa conduta que vem denegrir a classe médica perante a opinião pública”, disse o presidente do CRM.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) enviou nota informando que repudia veemente práticas da natureza investigada e coloca-se à disposição das autoridades policiais no que for necessário para o aprofundamento das investigações.

De acordo com a nota, o médico Armando Andrade Araújo faz parte do quadro de obstetras da Maternidade Moura Tapajós desde 2009 e até então não havia nenhuma denúncia formalizada a seu respeito, mas em virtude das acusações e prisão ocorridas ontem, o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, determinou o afastamento dele da escala de plantão.


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