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Quadrilha é presa por desviar cerca de R$ 500 mil em verbas de pesquisa da Fapeam

Grupo coletava no site da Fapeam dados pessoais de professores contemplados com verbas para pesquisas e falsificava documentos para realizar saques em dinheiro 25/09/2015 às 13:57
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VINICIUS LEAL Manaus

Oito pessoas foram presas pela Polícia Civil por participarem de uma organização criminosa suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil em verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). As prisões foram realizadas pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

O grupo foi preso durante a operação “Amparo”, do DRCO, realizada em Manaus e no município de Autazes, a 113 quilômetros de Manaus. Segundo a Polícia Civil, sete professores do Amazonas foram vítimas da quadrilha, que conseguiu desviar entre R$ 500 mil a R$ 1 milhão com o esquema.

Os presos são Franklin Moisés Barbosa Veloso, 29; Reginaldo de Souza Salgado, 45, o “Cacildes”; Adenauer da Silva Seixas, 30, o “Natal”; Alex Souza da Silva, 30; Edivane Castro Pedroso, 40; Afonso Araújo Muniz, 50; Henrique Ferreira da Rocha, 49, e Jair Pereira Brandão Filho, 47. Todos foram presos em Manaus, apenas Jair foi capturado em Autazes.

Segundo o delegado Rafael Allemand, do DRCO, a organização criminosa atuava subdividida. Cada um era responsável por uma parte do processo de desvios de verbas. Eles coletavam dados pessoais de professores contemplados com verbas da Fapeam e, através desses dados, falsificavam documentos para realizar saques em dinheiro.

Conforme Allemand, uma parte do grupo pegava no site da Fapeam os nomes dos professores contemplados com verbas e outro subgrupo conseguia, também pela Internet, dados das vítimas como CPF e outros documentos. A partir daí, o gerente de um banco situado em Autazes entreva no sistema bancário e identificava dados como número da conta e de agência, bem como o saldo disponível.

Diante dessas informações, segundo a polícia, outro subgrupo da organização criminosa ficava responsável por falsificar documentos dos professores para fazerem saques de dinheiro. Segundo o delegado Rafael Allemand, o prejuízo com o desvio de verbas chega a R$ 500 mil.

As investigações do esquema duraram cinco meses e, na última quarta-feira (24), os delegados e investigadores do DRCO cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão. Nos locais das prisões foram encontradas impressoas utilizadas para imprimir cartões de créditos.

Todos os oito presos foram autuados na lei de organização criminosa, falsificação de documento público e estelionato. Após os procedimentos na delegacia sede do DRCO, eles serão encaminhados ao sistema prisional do Amazonas, onde ficarão à disposição da Justiça.

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