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Quadrilha que assaltou colégio era especializada em roubar condomínios de luxo de Manaus

Polícia Civil apresentou quatro assaltantes em coletiva de imprensa. Na lista de roubos, estão residências de dois empresários e de um ex-vereador em Manaus. Outro integrante do bando está sendo procurado 20/10/2014 às 12:51
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Além dos quatro presos, faziam parte do bando mais três homens - dois morreram e um está hospitalizado
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

Moisés da Silva Lira, de 30 anos; Alexandre Barros Rodrigues, 29; Leonardo Souza Lamazon, também 29; e Francimar do Nascimento Elias, de 57, foram apresentados pela Polícia Civil do Amazonas nesta segunda-feira (20) como integrantes da quadrilha que assaltou o colégio Preciosíssimo Sangue, fazendo funcionários e freiras reféns, em Manaus neste domingo (19).

Além deles, faziam parte do bando Erivelton Rodrigues Nunes, 20, e Valmir da Costa Maroto, que morreram em uma troca de tiros com a polícia durante a tentativa de fuga. O sétimo participante da quadrilha é Leonardo Silva dos Santos, 29, que também foi baleado no tiroteio e segue internado no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul da capital.

Segundo o delegado responsável pelas prisões, Orlando Amaral, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), o grupo realizou pelo menos mais três grandes assaltos a residências em condomínios de luxo da cidade, que fez como vítimas dois empresários e um ex-vereador de Manaus.

Na lista de crimes da quadrilha está o assalto com reféns à residência do empresário José Raimundo do Vale, proprietário da rede Casa do Eletricista, no condomínio Jardim Europa, bairro Ponta Negra, Zona Oeste, no dia 23 de setembro, e o assalto à casa do empresário Djalma Castelo Branco, também ocorrido este ano.

O terceiro roubo na ficha dos bandidos é o assalto à casa do ex-vereador Luiz Alberto Carijó, no condomínio Itapurunga 3, na avenida do Turismo, próximo à Ponta Negra, Zona Oeste da capital, ocorrido na última quinta-feira (16). Nesse crime, eles fizeram todos de reféns, levaram dinheiro, joias e ainda usaram veículo da vítima para fugir.

De acordo com Orlando Amaral, outro participante da quadrilha está foragido e sendo procurado pela polícia, mas a identidade dele não foi revelada. O modus operandi do grupo, como a atuação de algum líder e a função de cada um nos assaltos, a maneira como repartiam os roubos, e há quanto tempo atuavam juntos, não foi revelado pela polícia.

Durante coletiva de imprensa na sede da Derfd, nenhum dos quatro presos se pronunciou. Na mesa de exibição estavam quatro armas de fogo e celulares que foram apreendidos após o assalto ao colégio Preciosíssimo. Além disso, a polícia apreendeu um veículo usado para o crime, um Gran Siena prata que estava com placa adulterada e era roubado.

Conforme a polícia, seis dos sete integrantes da quadrilha eram detentos do regime semibaberto do sistema penitenciário do Amazonas, apenas Valmir não era. O preso que está internado no hospital, Leonardo dos Santos, será levado para cadeia quando que receber alta, assim como acontecerá com os outros.

Dinheiro roubado

Sobre o assalto ao colégio Preciosíssimo, o delegado Amaral negou que o valor roubado seja R$ 13 mil, como havia sido divulgado anteriormente na imprensa. Segundo ele, as freiras registraram no boletim de ocorrência outra quantia: R$ 6 mil roubados. Disso, apenas R$ 3 mil foram recuperados, e o resto não foi encontrado pela polícia.

De acordo com Amaral, o dinheiro, joias, notebooks, celulares e outros pertences roubados nos assaltos às residências dos empresários e do ex-vereador não foram recuperados ainda porque os quatro bandidos presos não colaboram com a polícia com informações. Tais crimes continuam sendo investigados.

*Colaborou a repórter Joana Queiroz

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