Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
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Quase 50 dias depois, morte de coreógrafo no Aleixo segue sem solução

O coreógrafo e personal trainer Flávio Soares, 57, foi assassinado com um tiro na nuca no dia 11 de janeiro. Caso é investigado pela Delegacia de Homicídios, que não revelou detalhes para não atrapalhar as diligências



show_Fl_vio_Soares__1__7C0ADCEB-20B6-4888-A65A-AB759F767503.jpeg Foto: Divulgação
28/02/2020 às 09:19

Era madrugada do dia 11 de janeiro quando o coreógrafo e personal trainer Flávio Soares, 57, parou em um posto de combustível, na rua Belo Horizonte, bairro Aleixo e foi abordado por homens em um carro preto. Ele foi assassinado com um tiro na nuca e, quase 50 dias depois, os autores do crime ainda não foram identificados.

A morte de Flávio gerou grande repercussão entre a classe artística do Estado e a polícia chegou a levantar a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte), mesmo sem nada ter sido levado da vítima. Mas, hoje, quase dois meses após o crime a família continua sem respostas e ainda espera por justiça.



“O medo ronda a nossa família. Já se passou mais de um mês e a polícia não dá resposta nenhuma. São tantos crimes e o dele está se tornando mais um de autoria desconhecida. A família fica sem respostas, triste, na expectativa, de que pelo menos possam achar quem matou o Flávio. Porque quando nós fomos na delegacia, os investigadores falaram que o caso dele seria prioridade por ele ter o nome limpo, nunca ter se envolvido em nada e não responder nada na Justiça. Eles falaram que em cinco dias descobririam o autor e até agora nada”, lamentou a sobrinha da vítima, Kaleandra Soares.

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Foto: Divulgação

Ela contou que Flávio Soares morava perto da família e a sua morte foi um baque para todos.

“Ele era um homem muito determinado no que queria, nos seu objetivos. O dançarino da família. O homem que batalhou muito para chegar e ter seu nome reconhecido no Estado do Amazonas. Se doou para o folclore, buscou todo o sucesso. Infelizmente, nós o perdemos de uma maneira muito trágica e quando a notícia chegou até nós, nem acreditávamos. Eu como família, quero saber quem matou ele. Não queremos que seja só mais um caso, queremos que seja solucionado”, afirmou emocionada.

O caso, segundo informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ainda está sendo investigado, porém a especializada não repassou informações mais especificas para não atrapalhar as diligências.

A conclusão das investigações do crime que vitimou Flávio Soares deve ser encaminhada para o Ministério Público do Estado (MPE-AM). O órgão é o responsável por fazer a denúncia na Justiça, após os trâmites feitos pela polícia.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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