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Manaus
Artur Bernardes

Vítimas de incêndio no São Jorge protestam e pedem mais respeito

Quatro anos após incêndio na Arthur Bernardes, ex-moradores da comunidade, que ainda não receberam uma nova moradia, realizaram, nesta segunda-feira (28), um ato simbólico no terreno 28/11/2016 às 21:49 - Atualizado em 28/11/2016 às 21:52
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Quatro anos do sinistro na comunidade Artur Bernardes (Winnetou Almeida)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Quatro anos se passaram desde que um incêndio destruiu a comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, Zona Oeste, deixando  mais de 500 famílias desabrigadas. Para lembrar  a data, um grupo de ex-moradores da comunidade que ainda não receberam uma nova moradia realizaram, nesta segunda-feira (28),  um ato simbólico no terreno que abrigava a comunidade.

Uma muda de  árvore foi plantada bem no centro do terreno enquanto os ex-moradores retiravam os sapatos. O ato serviu para mostar ao  poder público que esses ex-moradores “estão enraizados na comunidade Arthur Bernardes”, apesar de  recentemente  receberam a informação que ganharão apartamentos no conjunto habitacional Mestre Chico 2, entre as ruas Ramos Ferreira e Leonardo Malcher, Centro.

Caso os apartamentos não estejam de forma adequada para moradia, eles prometem  retornar ao São Jorge e continuar na luta pelos direitos.

O presidente da  comissão de moradores da comunidade, Leonardo Farias dos Santos, disse que desde quando começaram a informar aos ex-moradores da comunidade que os apartamentos seriam repassados até o final de 2016, os contemplados  resolveram fazer uma vistoria nos futuros lares e não gostaram muito do que presenciaram.

“Alguns dos apartamentos foram saqueados e estão sem pia, vaso sanitário, lâmpadas e até janela. Queremos que isso seja reparado antes do (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) nos repasse as moradias. Caso contrário vamos retornar e ocupar a área onde morávamos no São Jorge”, explicou Farias.

Para reforçar a decisão, após o ato simbólico o grupo seguiu para protocolar na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) do Prosamim um ofício contendo as informações dos problemas encontrados durante a vistoria. “Estamos há quatro anos vivendo com problemas sérios. Após o incêndio realizamos várias manifestações. Um dos motivos para esses atos foi o atraso do aluguel social. São R$ 400 que o governo libera para o aluguel, mas nem sempre sai em dia, precisamos dar os pulos para conseguir pagar o aluguel e queremos muito que esse problema termine. Mas, não é por isso que vamos aceitar o apartamento de qualquer jeito”, informou o presidente.

O Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) informou que a área técnica desconhece a situação descrita pelos futuros moradores do residencial.

Incêndio devastador
No último domingo completou quatro anos do maior incêndio registrado na cidade, que destruiu 528 casas na comunidade Arthur Bernardes, bairro São Jorge, Zona Oeste, em 27 de novembro de 2012. Moradores continuam assistidos com o aluguel social e recente foram acionados para realizar a vistoria nos apartamentos do conjunto habitacional Mestre Chico  2, Centro, onde será as novas moradias das famílias até o final deste ano.

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