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Quatro casas são destruídas durante incêndio na Zona Oeste

Moradores controlaram as chamas usando água de um igarapé contaminado da região; apesar do desastre, ninguém ficou ferido e um cãozinho foi resgatado dos escombros; famílias estão sendo cadastradas para receber aluguel-social 04/02/2016 às 17:00
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O fogo destruiu rapidamente as três residências
Rafael Seixas Manaus (AM)

Três casas de madeira tiveram perda total e uma de alvenaria foi destruída parcialmente durante um incêndio na rua Novo Paraíso, entre os bairros Alvorada e Nova Esperança, na Zona Oeste de Manaus. Apesar dos estragos, ninguém ficou ferido. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

De acordo com moradores da área, o fogo começou por volta das 13h30. Em 30 minutos, as chamas tomaram conta das casas.  Com medo que o fogo atingisse outras residências, os próprios comunitários pegaram a água de um igarapé contaminado para controlar as chamas.


Foto: Nilton Ricardo

“Quando chegamos aqui estava com muita fumaça e todo mundo se desesperou. Ligamos para os bombeiros, mas demoraram mais de 40 minutos para chegar. Como vimos que estava demorando, nós fizemos um cordão e pegamos a água do igarapé do Promorar para apagar o fogo. Todo mundo ajudou a apagá-lo”, relatou Pablo Pires Nogueira, 23, industriário, morador da área. Nenhum dos moradores das casas quis falar com a reportagem.

O tenente Janderson Lopes, do Corpo de Bombeiros, informou que a corporação foi acionada às 13h49. “Como sabíamos que é uma área com muitas casas mistas (madeira e alvenaria), de fácil propagação do fogo, nós acionamos a Defesa Civil municipal e outros órgãos responsáveis por esse tipo de trabalho, pois algumas famílias acabam ficando comprometidas sem suas residências”, declarou.

O Corpo de Bombeiros fez o trabalho de rescaldo. Três viaturas de combate a incêndio e uma unidade de resgate deram apoio à ação, que usou 25 mil litros de água.

Além da Defesa Civil municipal, servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) estiveram no local para cadastrar os moradores atingidos, que deverão receber o aluguel-social, no valor de R$ 300 por família, explicou gerente de resposta a desastres da secretaria, Geruza Nunes.

Foto: Aguilar Abecassis

Durante a ação de rescaldo, uma cadelinha que estava em uma das casas, a de alvenaria, foi resgatada. Lili, da raça pinscher, foi a única alegria dos moradores em meio à tragédia. Ela estava embaixo de uma cama que estava sob os escombros.

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