Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
POLÍTICA

Quatro deputados estaduais manifestaram apoio à CPI da Gasolina na ALE-AM

Para que a CPI seja instalada é exigido no mínimo oito assinaturas. Outros seis parlamentares se interessaram pela proposta e pediram uma cópia do requerimento feito por Álvaro Campelo (PP) para avaliação



gasolina-protesto_0279387E-8214-4312-9530-85FA812AD0A8.jpeg Foto: Arquivo/AC
08/02/2019 às 03:02

Quatro parlamentares já manifestaram apoio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto cartel de donos de postos de combustível em Manaus, segundo o deputado estadual Álvaro Campelo (PP), autor da proposta. Para que a CPI seja instalada é exigido no mínimo oito assinaturas. 

Subscreveram o pedido, além de Álvaro Campelo, Serafim Corrêa (PP), Dermilson Chagas (PP) e Wilker Barreto (PHS). Ao menos seis deputados se interessaram pela proposta e pediram uma cópia do requerimento para avaliação, segundo Campelo. “Os deputados Fausto Junior (PV), Felipe Souza (PHS), Alessandra Campelo (MDB), Mayara Pinheiro (PP), Delegado Péricles (PSL) e Roberto Cidade (PV) receberam o documento com dados embasados sobre o atual cenário. O momento é de espera pela resposta das assessorias jurídicas para definir se vão apoiar ou não o pedido”, declarou o deputado. 

Questionado sobre a matéria, a assessoria de comunicação do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), Josué Neto (PSD) respondeu que:  “os detalhes sobre o pedido ainda não foram repassados ao gabinete e não há chance de emitir um posicionamento quando ele nem sequer sabe direito do que se trata”, disse por telefone a coordenadoria de comunicação da ALE-AM.

O pedido de CPI veio após  suspeitas de um possível esquema entre os donos de postos de combustíveis. Uma operação do Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM) realizada há duas semanas, em diversos postos de combustíveis, constatou o aumento simultâneo do preço do litro da gasolina na cidade. 

“Em 2017, houve uma força-tarefa entre os órgãos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas e Defensoria Pública, em que fiz um pedido de investigação ao Ministério Público sobre a situação. Em última conversa com eles, me informaram que o processo ainda estava em aberto. Como as suspeitas ainda continuam, decidimos seguir por este caminho já na Assembleia”, disse Álvaro. 

No mês passado, 41 dos 90 postos visitados na primeira fase da operação em conjunto dos órgãos de fiscalização foram notificados por apresentarem suspeitas de prática dolosa ao consumidor. Coordenados pelo MP-AM, 150 outros postos foram autuados na segunda fase, no dia 21 de janeiro. Os postos terão as notas fiscais analisadas e terão que justificar o preço nas bombas.

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