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Queimadas são hábitos no verão e um risco nessa época do ano

Apesar das campanhas e apelos da Secretaria do Meio Ambiente parte da população não os respeita 02/09/2013 às 08:58
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Entre as áreas mais críticas, a secretaria apontou para o conjunto Águas Claras, no bairro Cidade Nova, onde a ocorrência de queimadas é fato corriqueiro
Ana Celia Ossame ---

Queimar folhas secas e galhos nesse período de escassez de chuvas é um risco que muitos moradores de bairros da Zona Norte e Leste de Manaus desconhecem ou ignoram, mas que não a evitam. Essa prática foi a causa da maioria das 364 ocorrências registradas de janeiro a 15 de agosto deste ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), a maioria nos bairros dessas zonas.

Entre as áreas mais críticas, a secretaria apontou para o conjunto Águas Claras, no bairro Cidade Nova, Zona Norte, onde a ocorrência de queimadas é um fato corriqueiro, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão. Mesmo assim, moradores como Marcelo Augusto de Oliveira, 23, queimava folhas ontem à tarde. “Está tudo sob controle, daqui não se espalha não”, garantiu ele, que mora numa área onde várias queimadas já aconteceram e outras estão sendo preparadas na área verde do conjunto.

DENÚNCIAS

Ao entrar na área, percebe-se vários montes de troncos de árvores e galhos preparados para serem queimados, segundo um morador que preferiu não se identificar. De acordo com ele, quando começam a queimar, não sabem para quem ligar porque nem a Polícia Ambiental e nem a Semmas querem ir. “Mandam chamar os Bombeiros, mas eles tinham que vir para pegar em flagrante os incendiários porque os soldados dos Bombeiros não podem prender ninguém”, reclamou esse morador, que não se identifica com medo de represálias.

A Semmas orienta, segundo a assessoria de imprensa, a chamada do Corpo de Bombeiros para evitar que o fogo se propague. Para tentar reduzir o número de queimadas, o órgão iniciou uma ação envolvendo estudantes, professores e moradores das comunidades Santa Bárbara e Areal do Mindu, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte. A proposta é estimular o uso de folhass para produção do adubo orgânico. A ideia é sensibilizar e prevenir a prática de queimadas.

Para Marcelo Augusto, uma alternativa seria o conjunto receber com mais frequência o serviço de coleta de lixo. Mas o vizinho dele que não quis se identificar também garante que nem isso conseguiria mudar a prática de queimada. “Só quando houver punição com mais rigor isso vai diminuir”, garantiu.

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