Publicidade
Manaus
medida de segurança

Espaço aéreo de Manaus terá restrições durante os Jogos Olímpicos na capital

O uso aeronaves não tripuladas, conhecidas como drones, será proibido nas áreas denominadas Espaços Aéreos Condicionados (EAC), que estarão em funcionamento nas cidades-sede do megaevento esportivo 30/06/2016 às 12:44 - Atualizado em 30/06/2016 às 14:37
Show hfghfghfghfgh
As alterações temporárias no espaço aéreo brasileiro são para garantir a segurança e a manutenção do fluxo de tráfego aéreo durante os Jogos Olímpicos (Foto: Antônio Lima)
Silane Souza Manaus (AM)

O espaço aéreo de Manaus terá restrições durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, assim como também os das demais cidades que receberão as partidas de futebol da competição. Entre elas, não será autorizado à utilização de aeronaves não tripuladas, também conhecidas como drones, dentro das áreas denominadas Espaços Aéreos Condicionados (EAC), que estarão em funcionamento nas cidades-sede do megaevento esportivo. 

De acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), as alterações temporárias no espaço aéreo brasileiro são para garantir a segurança e a manutenção do fluxo de tráfego aéreo durante os Jogos Olímpicos. A criação destas áreas segue critérios internacionais com o objetivo de manter a segurança de instalações, do público, dos atletas, de autoridades e de aeronaves, além de minimizar os impactos causados para os usuários do espaço aéreo.

O Decea, que é uma organização subordinada ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica, explicou que a partir dos locais de realização dos jogos serão ativadas áreas de restrição em determinadas porções do espaço aéreo, com tamanhos e níveis de acesso diferentes. O período de vigência dessas restrições foi estabelecido de acordo com o início das competições oficiais, a abertura e o encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016. 

Nesse período, a autorização para o ingresso nos espaços aéreos segregados depende da natureza e das intenções do voo, como aeronaves transportando autoridades, delegações, aeronaves comerciais de operação regular nacional ou internacional, serviços aéreos privados, táxi aéreo, defesa aérea, transporte de pessoal e material, aeronaves ligadas à segurança pública, à busca e salvamento e ambulâncias.

Foto: Evandro Seixas

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil estima que mais de 1 milhão de passageiros – entre atletas, membros de delegações e turistas – circulem pelos principais aeroportos do evento, entre eles, o Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes. A capital amazonense vai receber seis partidas do Torneio Olímpico de Futebol, tanto masculino quanto feminino, nos dias 4, 7 e 9 de agosto deste ano.

A Secretaria de Aviação Civil informou que, da mesma forma que ocorreu na Copa do Mundo de 2014, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) fará a vigilância do espaço aéreo 24 horas por dia, a partir da Sala Master, localizada no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), no Rio de Janeiro.

Utilização do espaço

As regras de utilização do espaço aéreo de Manaus durante o período dos Jogos Olímpicos Rio 2016 está disponível no Guia de Consultas sobre as Alterações do Espaço Aéreo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no link http://migre.me/ueEQL.

Campanha alerta sobre os perigos dos balões não tripulados

Na última segunda-feira, a Secretaria de Aviação Civil iniciou a campanha de conscientização “Balão é coisa séria”.  O objetivo é alertar a população em relação aos perigos dos balões não tripulados que prejudicam seriamente a aviação civil em diversos aspectos, desde o risco de uma colisão até a necessidade de manobras evasivas abruptas e a interrupção de pousos e decolagens, que acarretam atrasos.

No Amazonas, nos últimos seis anos, apenas uma ocorrência desse tipo foi registrada, conforme dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O caso foi reportado por um piloto na manhã do dia 1 de agosto de 2013. De acordo com o registro, o balão vermelho e de médio porte encontrava-se próximo a Ponte Rio Negro, na margem esquerda do rio.

Pela legislação ambiental brasileira, fabricar, vender, transportar e soltar balões que possam provocar incêndios é crime, de acordo com a Lei nº 9.605 de 1998; a pena vai de multa a detenção de um a três anos. Além disso, a prática ilegal também está contemplada na legislação de crimes aeronáuticos, que prevê de dois a cinco anos de reclusão aos responsáveis, por impedir ou dificultar a navegação aérea.

Publicidade
Publicidade