Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Manaus

Ranking das doenças transmitidas pelo aedes mostra 2,7mil casos de dengue e 645 de zika

Desde o fim do ano passado, o Estado e as prefeituras vêm intensificando as ações de prevenção com o objetivo de identificar e eliminar os criadouros do mosquito da dengue



1.jpg Na avaliação da Fundação de Vigilância em Saúde, trabalho de combate em campo está ajudando a reduzir os casos
01/03/2016 às 09:09

O último balanço divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) aponta que, neste ano, o Amazonas tem notificados 2.713 casos de dengue, 21 casos de chikungunya e 645 de febre zika (neste último caso, 120 descartados). Desde o fim do ano passado, o Estado e as prefeituras vêm intensificando as ações de prevenção com o objetivo de identificar e eliminar os criadouros do mosquito da dengue.

Conforme informações do infectologista Bernardino Albuquerque, diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) até o momento, a eliminação do vetor é considerada a forma mais eficaz de controlar o número de casos da Dengue, Zika e Chikungunya, doenças para as quais ainda não há vacinas disponíveis. “Além da questão climática que contribui para reduzir a população do vetor, o trabalho de campo intenso que está sendo realizado”, disse.

Bernardino salienta que, fora os grupos considerados de risco, como é o caso das grávidas, a febre Zika é uma doença de perfil benigno e duração curta, de no máximo três a quatro dias. O tratamento é apenas sintomático, para a febre ou dores, por exemplo. “Daí a opção do Ministério da Saúde de adotar, como regra geral, o critério clínico-epidemiológico para o acompanhamento dos casos da doença”, disse Bernardino.

Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o preparo dos médicos para diagnosticar as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em conjunto com a Secretaria de Saúde do Estado (Susam), realizou capacitações para os profissionais onde por meio das manifestações clínicas ou exames são diagnosticados os casos que chegam as Unidades de Saúde e continuará realizando capacitações aos profissionais conforme a necessidade.

A Semsa ressalta que seguindo orientações da Susam devido ao quantitativo alto de suspeitas de Zika Vírus, foi priorizado às gestantes a realização do exame e os demais usuários poderão fazer as sorologias para Dengue e Chikungunya ou o diagnóstico de acordo com a sintomatologia.

Atualmente a Semsa possui 15 Unidades de Saúde de Referência Obstétrica para o acompanhamento de grávidas suspeitas e dos casos confirmados. A área de Vigilância Epidemiológica e Rede Cegonha alimentam uma planilha com resultados de exames, em parceria com todos os Distritos de Saúde, visando conhecer as grávidas expostas ao vírus e saber o desfecho do parto, com informações sobre as condições do bebê.

As unidades especializadas, como é o caso da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), são referência para o tratamento somente de casos de maior gravidade, que apresentem sinais ou sintomas de complicações dessas infecções, que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Atendimento preferencial

Pacientes que apresentarem sintomas compatíveis com quadro de dengue, chikungunya ou febre zika, devem procurar atendimento, inicialmente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou nos Serviços de Pronto-Atendimento (SPAs e UPA) mais próximos de sua residência, para avaliação médica.

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