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Manaus
Caso Transire

Vereadores e deputados reagem a novo ataque à Zona Franca de Manaus

Deputados estaduais e vereadores da capital condenaram os ataques à Transire Eletrônicos, que é alvo de lobby patrocinado pela Abinee com a intenção de fechar a empresa. Mais 10 mil empregos estão ameaçados 20/06/2018 às 06:00
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Vereador Chico Preto (PMN) avalia que ataque à Transire é um ataque a todo o modelo ZFM. Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus

Deputados estaduais e vereadores reagiram, nessa terça-feira (19), aos ataques contra a Transire Eletrônicos, fabricante de maquininhas de pagamento por cartão. A Transire está no centro de uma guerra patrocinada por empresas concorrentes que, com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), fazem lobby para que a empresa feche as portas. A Transire é a maior fabricante do segmento no Brasil, responsável por dez mil empregos diretos e indiretos na Zona Franca de Manaus. 

A empresa chegou a ser acusada de irregularidades na importação de componentes, mas se destaca exatamente por ter a produção toda regionalizada. 

Em discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Chico Preto (PMN) afirmou que a Zona Franca vem sendo bombardeada por “fake news” orquestradas por segmentos organizados do Sul e do Sudeste, com vieses políticos e econômicos, que não aceitam o modelo de desenvolvimento da região Norte. 

“A Abinee espalha que a Transire não cumpre o Processo Produtivo Básico (PPB). E a verdade é que a Transire cumpre fielmente as regras do Polo Industrial de Manaus, gera emprego em Manaus e no Brasil afora porque oportunizou, através das maquininhas de cartão, que milhares de pequenos comerciantes e indústrias pudessem adentrar no mundo do recebimento dos créditos eletrônicos”, argumentou.

 O vereador Plínio Valério repudiou os ataques ao modelo e classificou como “guerrilha” a ação patrocinada por empresas concorrentes. “Eles não se conformam que na Amazônia se produz coisas que competem com a produção deles. Eles reclamam, mas compram os televisores e celulares produzidos aqui”.

Abinee

A Abinee confirmou, por meio de nota, que protocolou um ofício junto à Suframa, em dezembro de 2016, solicitando a “verificação do cumprimento do PPB dos Terminais de Transferência Eletrônica de Débito e Crédito”. Mas ressalta que o objetivo da instituição seria apenas o de resguardar a isonomia entre as empresas do setor.

“O objetivo foi averiguar possíveis irregularidades no atendimento da legislação que poderiam ocasionar uma situação de desequilíbrio competitivo, configurando-se até em eventual concorrência desleal”, informa a nota. A Abinee também solicitou aos demais órgãos federais competentes (Ministério da Fazenda, MCTIC e MDIC) a fiscalização do cumprimento das regras de produção local dos POS (equipamentos de débito e crédito).

A Transire demonstrou, por meio de documentos, cumprir os requisitos legais exigidos pelos órgãos competentes.

Empresa entregou documentos de boa-fé

A denúncia da Abinee contra a Transire foi feita em 2016, e utilizou documentos sigilosos da própria empresa, adquiridos de forma inexplicada. Em setembro de 2016, técnicos da Suframa realizaram uma visita surpresa na empresa e requisitaram documentos confidenciais como notas fiscais e esquema elétrico do terminal que é base da fabricação das maquininhas, o que foi fornecido sem objeção. Dois meses depois, a documentação foi juntada à denúncia protocolada pela Abinee na Suframa.

Questionadas sobre o assunto, duas das técnicas responsáveis pelo laudo que acusa a Transire de descumprimento do PPB,  Camila Jackeline e Francisca Lira, sugeriram que a reportagem procurasse o superintendente e a assessoria de imprensa da Suframa.

“Quando fomos notificados sobre a denúncia da Abinee, a empresa não se opôs em respeitar novas adequações. Tanto que um mês após essa notificação já estávamos operando mediante os novos requisitos”, esclarece um dos conselheiros administrativo da Transire, Gilberto Novaes ao informar que os fiscais passaram a alegar que a indústria deu espontaneamente a documentação.

“Que empresa daria um documento para ser usada contra ela mesma?”, questiona. Após essa denúncia, a diretoria da empresa procurou a Suframa para requerer os documentos e a retirada dos mesmos da denúncia patrocinada pela concorrência do mesmo segmento. “A Suframa nunca se pronunciou sobre os registros como Ordem de Serviço, motivo e técnicos designados para a visita”, enfatizou Novaes.

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