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Recapeamento das ruas do Distrito Industrial de Manaus segue a passos lentos

Apesar da assinatura de convênio no valor de R$ 107 milhõesentre Seinfra e Suframa, recapeamento segue a ‘passos lentos’ 17/10/2013 às 09:15
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Os buracos das ruas do Distrito Industrial obrigam os motoristas a fazer manobras arriscadas para desviar deles ou reduzir e passar por dentro, acumulando prejuízos
Jaíze Alencar ---

O recapeamento das ruas do Distrito Industrial 1 e 2 segue a passos lentos, mesmo com o convênio de R$ 107,4 milhões firmado entre Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

O processo licitatório para a recuperação das vias foi realizado no dia 25 de junho pela Seinfra e a empresa vencedora do certame foi a Construtora Soma Ltda., que deverá recuperar 58 quilômetros de vias, sendo a avenida Buriti a principal de um grupo de 33.

De acordo com a Suframa, o serviço já foi iniciado em pelo menos 27 ruas e avenidas. Na avenida Abiurana é possível notar o contraste entre o que já foi recapeado e o que está por fazer. Mas, de acordo com os motoristas que trafegam pelo local, há alguns dias a obra parece ter sido paralisada.

No trecho da rotatória da avenida Abiurana com a avenida Guaruba a situação é preocupante, pois os blocos que formam a pavimentação da rua estão deteriorados, levando riscos a quem traféga por lá. Os motoristas temem que o trabalho não seja concluído.

O motorista José Marques conta que há pelo menos dez anos trabalha fazendo rotas para as empresas do Distrito Industrial e que a situação deve se agravar quando chegar o período de chuvas. “A gente quase não vê ninguém fazendo a pavimentação enquanto temos bastante sol na cidade. Quando chegar a chuva, além de não ser possível fazer as obras, os buracos vão ficar pior e os riscos também”, alertou.

O supervisor de transporte Aldo Bento contou que as viagens se tornam mais perigosas. “Em muitos trechos já deixaram de ser buracos e são crateras. A gente vai pela contramão para tentar desviar, e corre o risco de bater em outro veículo, com um carro grande como o que dirijo, o risco é maior”, disse.

Proprietário de uma empresa de transportes, Marcondes Moreira trabalha diariamente no Distrito Industrial e aponta as vias Açaí e Iça como as piores. “Os buracos nas vias, além de atrasarem os percursos, causam prejuízos. Em dois meses tive um prejuízo de R$ 2 mil em manutenção do caminhão baú, não dá para escolher por onde andar, o jeito é reduzir a velocidade e enfrentar o buraco. Com isso, acabam-se os pneus, amortecedores, suspensões. O que eu gasto com manutenção do veículo sai do meu lucro”, conta.

Até o fechamento desta edição a Seinfra não havia se manifestado sobre o problema relatado pelos motoristas.

Prefeitura fez reparos emergenciais

A Seminf realizou serviço de tapa-buracos na avenida Buriti no mês de março, devido à urgência dos serviços. No entanto, a secretaria municipal ressaltou que o local é de competência da Suframa e da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), que firmaram uma parceria para a realização das obras.

Ainda de acordo com a Seminf, na edição nº 3080 do Diário Oficial do Município (DOM), publicado no último dia 3 de janeiro de 2013, o prefeito Artur Neto autorizou as intervenções da Seinfra e da Suframa nas ruas do Distrito Industrial, uma vez que as vias encontram-se em área prevista no Plano Diretor de Manaus.

A Seminf informou ainda que a autorização não se restringe às obras do convênio, mas abrange também outras obras necessárias, urgentes ou emergenciais na malha viária do Distrito Industrial.

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