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Rede de água: Prefeitura realiza inspeção durante 30 dias na Manaus Ambiental

Integrantes da Comissão Especial de Auditoria ocuparão a empresa com a missão de verificar as ações e os contratos da concessionária de água 10/04/2013 às 08:04
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O rompimento de adutoras, como o que ocorreu na avenida Coronel Texeira, levou a prefeitura a criar a comissão especial
Nelson Brilhante ---

Na manhã desta quarta-feira (10) a Comissão Especial de Auditoria criada pela Prefeitura de Manaus se instala por um período de 30 dias no prédio da administração da empresa Manaus Ambiental, com a missão de fazer uma inspeção minuciosa de todas as ações e contratos da concessionária de água.

O “inferno astral” da empresa começou dia 15 de janeiro com rompimento de adutoras, em série, e a consequente interrupção do abastecimento de água. Nos últimos dez anos, as concessionárias Águas do Amazonas e Manaus Ambiental - que substituiu a primeira em julho de 2012 - acumulam uma dívida de R$ 15,4 milhões em multas por descumprimento de cláusulas do contrato firmado com a prefeitura. Só nos últimos três meses, a soma supera R$ 705 mil.

A comissão é presidida pelo engenheiro Sérgio Elias e composta por mais sete membros, todos técnicos, professores e especialistas em saneamento e abastecimento de água e esgoto. Paralelamente à auditoria técnica, haverá uma outra auditoria  para investigar a área contábil e financeira, trabalho que deverá ser feito por uma empresa especializada, de outro Estado.

“Desde que fui convidado, comecei a traçar as metas e a montar um cronograma de trabalho. A primeira fase será eminentemente técnica, com gente competente, inclusive das nossas principais universidades. Por isso sugeri ao prefeito contratar uma empresa especializada e idônea para fazer a auditoria contábil e financeira”, disse Sérgio Elias.

A comissão vai trabalhar numa sala da Manaus Ambiental, no prédio administrativo que fica na Ponta do Ismael, bairro São Raimundo, Zona Oeste.

Elias já adiantou que não concorda com o contrato vigente e que vai pedir a anulação de várias cláusulas do 4º Termo Aditivo que, entre outras coisas, fechou acordo com a Manaus Ambiental e prorrogou o contrato de concessão por mais 15 anos, estendendo o compromisso até o ano de 2045. Esse mesmo termo aditivo também fixou a câmara arbitrária (para dirimir questões jurídicas entre as partes) no Canadá, e não no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

“A empresa cumpre com as metas? E o contrato não é flexível demais? O sistema atende à demanda, por exemplo, com reservatórios? As adutoras estão em condições de operar ou precisam ser trocadas? E as redes, são suficientes? Os técnicos que estão operando têm competência para tal? São perguntas que serão respondidas em 60 dias” concluiu Elias.

A direção da Manaus Ambiental continua mostrando-se tranquila e, por meio de nota, prometeu colaborar com as investigações.

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