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Manaus
REFORMA

Reforma da Praça da Matriz segue em ritmo lento no Centro de Manaus

Desde o início das obras, em outubro de 2015, apenas 35% das obras foram concluídas até o momento, conforme do PAC Cidades Históricas 11/02/2017 às 10:36 - Atualizado em 11/02/2017 às 14:27
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Obra da Praça da Matriz deve ser concluída nos próximos 120 dias, ou seja, até junho (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Silane Souza Manaus (AM)

A Praça XV de Novembro, também conhecida como Praça da Matriz, no Centro, está com 35% das obras de requalificação urbanística, iniciadas em outubro de 2015, concluídas. A previsão de entrega é de 90 a 120 dias, se não houver impasse de pagamento por parte do Governo Federal e problemas climáticos que prejudique a execução dos serviços. A estimativa é do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.

De acordo com o órgão, responsável pelos serviços de requalificação urbanística nas praças da Matriz, Tenreiro Aranha e Adalberto Valle, na nova área pronta da Matriz foram plantadas 16 mudas de árvores das espécies oitis e inseridas as pedras São Thomé e portuguesas ao longo das calçadas revitalizadas e canteiro central. Também foi realizada a demolição do calçamento da praça. “Na Praça da Matriz temos 35% de execução”, garantiu em nota.

A novidade, conforme o PAC Cidades Históricas, é que recentemente foi aprovado o projeto de conservação do muro do paredão da Matriz. A proposta é recompor as partes faltantes e resgatar a tipologia da falsa bossagem fazendo ainda uma intervenção de consolidação e preservação das partes originais. “Nesta etapa, faremos quatro janelas, possivelmente com exposição do material original, onde se possa visualizar a tecnologia original utilizada na estrutura do paredão”.

A requalificação da Praça da Matriz é financiada com recursos da União através de Convênio firmado entre o Governo Federal e Prefeitura de Manaus. Devido à demora na liberação do recurso, em maio do ano passado, a administração municipal estudava uma forma de executar a obra com recurso do Tesouro para depois tentar o ressarcimento do valor empenhado aos cofres públicos. Porém, a medida não foi para frente.

A Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef) informou que o recurso do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), no valor de US$ 150 milhões, não poderá ser aplicado nas obras do PAC Cidades Históricas. “São recursos com destinações distintas”. Já os recursos do Tesouro estão concentrados para atender nas necessidades básicas e de infraestrutura da cidade e também não poderão ser destinados as obras do PAC.

A Semef informou ainda que a previsão é que o PAC Cidades Históricas repasse um total de R$ 33 milhões para 10 obras previamente aprovadas pelo programa na cidade de Manaus. Infelizmente, conforme a pasta, as obras só podem ter andamento com os recursos do programa, destinados via Governo Federal à prefeitura. Até o momento, do total do recurso, foram repassados apenas R$ 361 mil. O PAC Cidades Históricos confirmou que o Governo Federal irá liberar esta semana boa parte do valor integral para a conclusão dos serviços.

Saiba mais

De acordo com o PAC Cidades Históricas, na Praça da Matriz, as obras concluídas representam 35%, na Praça Tenreiro Aranha, 34%, e na Praça Adalberto Vale, 36%. Ainda conforme o órgão, na Adalberto Vale está sendo realizado o monitoramento arqueológico da área, já a Tenreiro está aguardando a retirada do Pavilhão Universal, que está em processo licitatório. 

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