Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
Manaus

Reforma do Terminal de Integração II causa transtornos a usuários e ambulantes

Usuários do transporte coletivo e vendedores estão tendo muita ‘dor de cabeça’ durante a reforma do T2



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Ônibus que circulavam pelo T2 foram realocados para a rua Itacoatiara e na Av. Carvalho Leal
06/07/2015 às 08:51

Fechado para reforma desde o dia 09 de junho, a obra no Terminal de integração da Cachoeirinha (T2), vem causando transtornos aos usuários de transporte coletivo, e também aos vendedores ambulantes que possuíam bancas no local.

Segundo o coordenador de terminais do Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), Raimundo Santos, 53, a situação está complicada. Como a Prefeitura não apresentou opções para os ambulantes neste período de interdição do T2, os 65 camelôs que atuavam dentro do terminal se espalharam pela rua Itacoatiara e na Avenida Carvalho Leal (pontos para onde os ônibus que circulavam pelo Terminal 2 foram desviados) e agora dividem o espaço apertado das calçadas com os pedestres.

Muitos dos camelôs não estão conseguindo abrir para vender durante o dia, por conta principalmente do calor. O fato de o sol “bater de frente” durante boa parte do dia já fez alguns vendedores até desmaiarem, segundo relatos dos próprios. A vendedora Bruna Oliveira, 26, destacou que as vendas também diminuíram drasticamente. “Antes eu vendia cerca de R$ 300 por dia. Hoje, não estou conseguindo tirar nem R$ 50”, declarou.

Sem planejamento

Terminal segue fechado para reforma (Foto: Lucas Silva)

Entre os usuários do transporte coletivo que circulam pela área, a insatisfação também é grande. A auxiliar de serviços gerais Lidiane Lima, 33, que pega ônibus todos os dias, reclamou da falta de informação nos pontos de ônibus sobre as mudanças. “Isso tudo não foi planejado corretamente pela Prefeitura. Esta é a única conclusão que quem passa por aqui diariamente se pode chegar”, afirmou.

Já a universitária Lorena Martins, 18, citou o pouco espaço disponível nas calçadas para a quantidade de usuários. “É possível notar que a calçada é curta para o numero de pessoas, falta espaço, outra, tem muita gente aqui perdido sem saber as paradas por zona, falta informação, é preciso recorrer ao camelô, não tem agente de fiscalização aqui informando, as pessoas acabam perdendo tempo e tempo é dinheiro”, observou.

 Para o pastor Fernando Costa, 70, a falta de planejamento tem afetado diretamente o bolso do trabalhador. “Se a pessoa chegar atrasada em uma entrevista de emprego porque não encontrava a parada do ônibus, isso não será justificável, e aqui nós ficamos exposta ao sol e a chuva, no final do dia a sensação é de a cabeça, vai explodir”, desabafou.

A dona de casa Janaína Santos 34, espera que a obra termine logo e que o sufoco tenha um bom retorno. Ela mesmo já foi surpreendida ao descer do ônibus e descobrir que teria que pagar novamente a passagem, porque não tinha o cartão cidadão. “Não importa se falaram na TV, ou por outros meios enquanto o terminal estiver fechado eles deveriam permanecer avisando, e deixando um agente aqui para auxiliar os usuários, já que as placas, não ajudam muito”, sugeriu.

SMTU diz que já avisou

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que já está providenciando a substituição das placas informativas contendo as linhas de ônibus. As novas placas terão as informações em tamanho maior.

No entanto, fiscais de transportes da SMTU estão presentes nas ruas Itacoatiara e Carvalho Leal para orientar os usuários, segundo a versão da Superintendência. Sobre o ponto de parada de cada linhas, a SMTU diz que antes mesmo da interdição do T2, foi iniciada a distribuição de um folheto informativo que possui um mapa com a descrição de todas as mudanças que aconteceram nas linhas e em quais pontos elas estão fazendo embarque e desembarque. Atualmente, a previsão de conclusão das obras continua a ser de 120 dias. A reforma custará R$ 2.110.228,90. 


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