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Manaus
H1N1

H1N1 causa alerta e álcool em gel acaba em algumas drogarias de Manaus

Sindidrogas garante que distribuidores possuem o antisséptico suficiente para a próxima semana. Gerentes de drogarias relatam alta procura 01/03/2019 às 21:40 - Atualizado em 02/03/2019 às 09:32
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Aumenta na procura causa escassez de álcool em gel nas prateleiras. Foto: Antonio Lima
Robson Adriano Manaus (AM)

Com o registro de 12 óbitos no Amazonas e 39 casos confirmados da gripe Influenza A (H1N1), conforme divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS–AM), as drogarias da cidade registraram alta procura por álcool em gel, devido à sua ação antisséptica, e máscara facial, utilizados pela população como forma de coibir a transmissão do vírus.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Drogas do Amazonas (Sindidrogas), Armando Reis, argumentou que devido à baixa procura pelo produto ao longo do ano o estoque de álcool em gel nas redes de drogarias não suportou a demanda da população.

“Álcool em gel não tem muita saída. Por isso não existem em grande quantidade nos estoques das lojas. As distribuidoras possuem o antisséptico suficiente para abastecer as drogarias para a próxima semana. Depois as redes terão que solicitar um novo carregamento que, em média, demora 20 dias”, explicou Reis.

Precaução

No caso da autônoma Francilene Lira, 40, ela só encontrou o álcool em gel no município de Iranduba (distante 27 quilômetros em linha reta de Manaus). “Eu fui a três drogarias e não encontrei. Minha família reside em Iranduba e, recentemente, viajei para lá. Foi quando consegui comprá-lo. Depois que eu vi na televisão que a doença voltou, comecei a me preocupar. Eu oriento as minhas filhas a sempre estarem lavando as mãos”, declarou.

Falta nas prateleiras

A farmacêutica e gerente de uma farmácia situada no bairro Coroado, zona Leste, Suellen Cristina, afirmou que no momento estão sem o álcool em gel. “Todos os dias estão procurando. Em 30 e 30 minutos entra um cliente querendo o álcool em gel. Aqui, tínhamos seis fracos. Esgotou rapidamente. Já fizemos o pedido para a distribuidora e estou no aguardo da remessa”, declarou.

O mesmo ocorre em uma drogaria situada na Avenida das Torres, no bairro Aleixo, zona Centro - Sul, gerenciada pelo farmacêutico Moisés de Souza. Segundo ele, o álcool gel acabou há três dias. “O estoque é renovado ao menos uma vez na semana. Hoje, por exemplo, estamos sem. Eu peço da distribuidora, eles deixam e no mesmo dia acaba. Quem chega aqui, eu oriento a procurar outros lugares”, ponderou.

Na terceira drogaria visitada pela equipe do Portal A Crítica, também não se encontrou o álcool em gel. O balconista do estabelecimento, situado na rua Visconde de Utiniga, bairro Flores, zona  Centro-Sul, Abrahim Rachid, informou à reportagem que há cinco dias não possui o produto na prateleira e, ainda assim, o clientes chegam procurando pelo antisséptico.

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