Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
PRESO

‘Rei do Skunk’ usava empresas para distribuir drogas para três regiões do país

Dono de seis toneladas de drogas e de fortuna em espécie, Gilson Mattos Rodrigues não tinha passagem pela polícia



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28/09/2020 às 12:38

Gilson Mattos Rodrigues, 41, apontado pela polícia como líder de uma organização criminosa, mantinha pelo menos três empresas “de fachada” para lavar dinheiro do tráfico de drogas realizado pelo suspeito, que as distribuía às regiões nordeste, sudeste e centro-oeste do país. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (28), pela Polícia Civil (PC). 

Gilson se denominava “Rei do SK” (Rei do Skunk). Segundo o delegado Rafael Allemand, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), as equipes policiais apreenderam R$ 3 milhões dentro da casa do homem, armazenados em caixas.



Gilson comprava  entorpecentes de outro país e as armazenava em uma base localizada no município de Manaquiri. De lá, ele transportava as drogas para outros estados, ainda conforme Allemand. 

De acordo com a delegada-geral de Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz, Gilson nunca havia sido preso e não tinha antecedentes criminais. Ele tomava  todos os cuidados necessários para não ser identificado pela polícia nas ações criminosas pelas quais é acusado. 


Gilson trabalhava de maneira discreta, conforme Ferraz. O suspeito afirmou à polícia que atuava de maneira independente, não pertencendo a nenhuma facção criminosa, segundo afirmou Allemand. “Ele era um criminoso com um potencial muito grande com relação à droga e dinheiro”, disse o delegado. 

A autoridade policial afirmou, ainda, que a polícia prendeu todos os membros da organização de Gilson. Foram presos homens responsáveis pelo transporte de drogas, além de contatos financeiros do empresário e membros com outras funções no grupo criminoso. 

Das três empresas utilizadas pelo suspeito, uma trabalhava no ramo de metais, que eram advindos da China. Outra era uma olaria proveniente do município de Manaquiri. Elas eram utilizadas para que os criminosos pudessem apresentar alguma justificativa para posse de altas quantidades de dinheiro. 

Além de Gilson, foram presos: Haroldo Teixeira de Arruda, 39, Nataly Costa Bezerra, 27, Carlos Marcos Barbosa de Lima, 49, conhecido como 'Badajó", Juliana Lourival Amaral Souza, 27, Iarany Magda de Souza Monteiro, 33, Manoel Filhas Pereira, de idade não divulgada, e Francisco Alves Sobrinho. 

*Prisão em operação

A prisão de Gilson e dos demais integrantes da organização criminosas foi realizada durante uma ação policial denominada de operação Mamon, que resultou na apreensão de seis toneladas de drogas, entre cocaína e maconha do tipo skunk, considerada a maior captura de entorpecentes já registrada no Amazonas. 

Também houve a apreensão de: 20 veículos, duas balsas, um jet ski e jóias. 

O prejuízo ao crime organizado está estimado em R$ 100 milhões, segundo a Polícia Civil (PC). 

A operação foi deflagrada em Manaus e nos municípios de Barreirinha, Japurá e Manaquiri, situados, respectivamente, a 331, 744 e 60 quilômetros em linha reta da capital.


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