Domingo, 08 de Dezembro de 2019
Manaus

Reintegração na comunidade Cidade das Luzes é adiada e ainda não tem nova data para acontecer

De acordo com o GGI, embora o planejamento da operação esteja definido, ainda faltam realizar alguns ajustes de logística para garantir que a famílias sejam removidas da melhor possível



1.jpg Reintegração na ocupação vem sendo adiada desde que instituições vem apontando o risco humano envolvido
09/12/2015 às 19:35

O secretário-executivo do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP/AM),  Frederico Mendes, afirmou, no início da noite desta quarta-feira (9), que a desocupação e retirada das moradias irregulares prevista para acontecer amanhã (10) na a invasão Cidade das Luzes, no Tarumã, na Zona Oeste, foi adiada.

De acordo com o GGI, embora o planejamento da operação esteja definido, ainda faltam realizar alguns ajustes de logística para garantir que a famílias sejam removidas da melhor possível. “Nós verificamos que existem mais de 1,8 mil barracos construídos na área e precisamos garantir que essas famílias saiam da melhor forma possível, sem prejuízos. Está tudo pronto, só precisamos mesmo acertar esses detalhes”, destacou Mendes.



Ainda de acordo com o secretário-adjunto, a nova data da operação será definida durante a manhã desta quinta-feira, quando todos os órgãos do Estado e município envolvidos na operação vão estar reunidos para acertas os últimos detalhes pendentes.  

O Arcebispo de Manaus, dom Sérgio Castriani, visitou os moradores da Cidade das Luzes nesta quarta e afirmou que a desocupação precisa ser feita com cuidado, uma vez que muitas pessoas estão morando no local. “Não somos contra a retirada dessas pessoas, mas entendemos que isso tem que ser feito de forma humana e cuidadosa. Espero que a Justiça saiba o que está fazendo, sem colocar em risco as vidas humanas e os direitos fundamentais delas”, falou Castriani.

No mês passado, o GGI chegou a iniciar o processo de remoção  das famílias da invasão Cidade das Luzes, mas uma decisão judicial da Vara Especializada de Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa) suspendeu a ação da polícia.

Até o fim da tarde, a Defensoria Pública do Estado (DPE) tentava suspender judicialmente a retirada das famílias da invasão. Mas segundo o defensor público Carlos Alberto Almeida Filho, o primeiro pedido foi negado pela Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-AM) e um segundo pedido, feito diretamente à presidência do TJ–AM, ainda não havia sido apreciado.


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