Publicidade
Manaus
PROJETO AMBIENTAL

Remada Ambiental tem como meta construir uma ecobarreira no igarapé do Gigante

Formada por materiais recicláveis, especialmente baldes de 50 centímetros amarrados com redes de pesca, a ecobarreira é  uma espécie de “grade” flutuante capaz de conter resíduo sólidos 18/02/2017 às 09:31 - Atualizado em 18/02/2017 às 10:10
Show 1195991
Atualmente o projeto conta com aproximadamente 300 voluntários nas ações. (Foto: Divulgação)
Lídia Ferreira Manaus (AM)

Rumo à décima edição, os organizadores da “Remada Ambiental” buscam apoio para ampliar o projeto que reúne voluntários, uma vez por mês, para retirar lixo do igarapé do Gigante, localizado no Tarumã. Entre os novos objetivos está a instalação de uma ecobarreira e a realização de atividades de conscientização ambiental com moradores.

Formada por materiais recicláveis, especialmente baldes de 50 centímetros amarrados com redes de pesca, a ecobarreira é  uma espécie de “grade” flutuante capaz de conter resíduo sólidos. O modelo já é utilizado com sucesso em Estados da região Sul do País. “Ela, sozinha, permite concentrar o lixo em uma área só, principalmente as garrafas PET. Vamos facilitar a nossa vida com isso, pois teremos um ponto certo para recolher esse material, vai ser mais prático e rápido. Poderemos, inclusive, semanalmente tirar uma boa quantidade de lixo”, explica o idealizador e um dos organizadores da “Remada Ambiental”, Jadson Maciel, proprietário da escola de Stand Up Paddle (SUP) SUPAmazonas, que fica no lago Tarumã-Açu.

Para o igarapé do Gigante, local de atuação do projeto, a proposta é uma ecobarreira de, aproximadamente, 20 metros de comprimento para ser instalada nas proximidades da Marina do David. O custo é estimado em R$ 1 mil para a confecção. “Estou estudando e pegando informações com um ambientalista do Paraná para eu mesmo fazer a ecobarreira. Este custo é apenas de alguns materiais necessários”, ressalta Jadson. 

Outra proposta do projeto é a conscientização dos moradores ao redor do igarapé e da Marina do David. A meta é evitar que eles voltem a jogar resíduos no rio e se envolvam no projeto. “Tivemos bastante resistência na nossa primeira ação, as pessoas diziam que não ia dar em nada, criticam e olhavam torto para a gente. Lá pela terceira e quarta edição, vimos uma mudança de comportamento, pois eles viram resultado. Instalamos lixeiras e eles mesmo pararam de jogar lixo na água”, ressalta o organizador. 

Conscientizando

Inclusive, um dos principais apoiadores do projeto atualmente é a Cooperativa dos Profissionais de Transporte Fluvial da Marina do David que, cede voadeiras para ajudar nos dias da “Remada”. “Eles são um apoio essencial, entenderam a importância da nossa atividade. Tem ações em que utilizamos até 10 botes”, diz Jadson Maciel. 

O primeiro passo iniciou, na última semana, com o cadastro dos residentes. A etapa seguinte será   a realização de aulas gratuitas de SUP e Wakeboard para crianças, ministradas pelo próprio Jadson Maciel, que é instrutor de SUP. “É bem mais fácil sensibilizar as crianças, muitas delas nunca tiveram a oportunidade de subir numa prancha. Se elas fizerem parte disso, vão entender melhor porque devem preservar e, assim, vão estimular seus familiares”.   

 Mais de 10 toneladas retiradas

Nas últimas nove edições, a “Remada Ambiental”  estima ter recolhido 10 toneladas de resíduos sólidos. A média, por ação, é o recolhimento de 300 sacos de lixo, cada um de 100 litros. “Não temos uma balança para fazer ter o peso preciso, essa é uma média”, ressalta Jadson.  

Todo o material foi recolhido com o apoio dos voluntários. “Eles são essenciais para a atividade”, diz Raiana Ferreira, também coordenadora do projeto a e integrante do X-Lab, um dos parceiros da iniciativa.
A “Remada Ambiental” já possui  um grupo de quase 300 pessoas no bate-papo no whatsapp, que se reservam para participar uma vez ao mês da ação. “O X-Lab faz a chamada dos voluntários, orientando, pedindo para eles levarem os materiais necessários”, conta ela, citando sacos pláticos de 100 ou 200 litros, água, luvas e ir calçado com sapatos fechado ou botas, essenciais para a atividade.

Indicação a prêmio ambiental

 “Remada ambiental” é um dos indicados ao Prêmio Vire Manaus 2017, uma iniciativa do Movimento Vire Manaus, em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), o Impact Hub Manaus e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN-Amazônia). A proposta é premiar iniciativas práticas relacionadas ao desenvolvimento sustentável. São três categorias - Saúde, Cultura e Espaços Públicos e Meio Ambiente, com premiação de R$ 500 a R$5 mil. As inscrições continuam abertas até 19 de março e o resultado será anunciado no dia 27 de abril. Os vencedores devem executar as atividades na próxima Virada Sustentável Manaus, nos dias 29 e 30 de julho.

Publicidade
Publicidade