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Representantes de torcidas organizadas prestam depoimento após atentado contra PMs

Os policiais foram espancados quase até a morte na noite do último domingo (20), próximo ao Chapéu de Zinco, no bairro Cidade Nova, Zona Norte 24/12/2015 às 16:04
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Os representantes prestaram esclarecimentos na DEHS
Fábio Oliveira ---

Aproximadamente dez representantes de torcidas organizadas de Manaus prestaram esclarecimentos na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, sobre a tentativa de linchamento contra os policiais militares do Batalhão de Choque Jéferson Jesus de Castro e André Luis Silva do Rosário. Os dois foram espancados quase até a morte na noite do último domingo (20), próximo ao Chapéu de Zinco, no bairro Cidade Nova, Zona Norte.

De acordo com o delegado Márcio André, responsável pelo caso e titular do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), os representantes das torcidas que prestaram esclarecimentos relataram em depoimento informal que os policiais militares em nenhum momento se identificaram como PMs e que, no momento da abordagem, os dois chegaram em uma motocicleta preta, desceram do veículo, e entraram na festa de confraternização de torcidas organizadas, que era organizada pela Terror Bicolor, torcida do Paysandu.

O delegado informou que no depoimento dos representantes é relatado que os policiais entraram e atiraram contra os supostos assaltantes da esposa de André, também policial militar. “Estamos fazendo diligências para tentar identificar os autores e ouvir testemunhas do caso. Não posso antecipar qual versão apresentada é a verdadeira, mas estamos investigando para tentar esclarecer a agressão”, explicou. Os principais suspeitos do caso são o presidente do Terror Bicolor Eloílson Cruz e Cadu Cavalcante, que já estão presos.

Os dois foram baleados cada um com dois tiros por um dos policiais militares. Segundo o delegado Márcio André, estiveram presentes na DEHS representantes das torcidas Força Jovem do Vasco, Fúria Jovem do Botafogo, Terror Bicolor do Paysandu, do Santos, entre outras organizadas. O advogado das torcidas e dos presos, Márcio Silva, informou que forneceu todos os documentos, fotos e vídeos sobre o caso para a investigação da DEHS e afirmou que seus clientes agiram em legítima defesa.

“Eles (policiais) chegaram em uma moto particular preta, um estava sem camisa e de bermuda com sandália e o outro estava de bermuda e com camisa. Eles entraram na festa, um deles fechou a porta e o outro efetuou os disparos. Eles não estavam fardados, não tinha viatura e em nenhum momento se identificaram como policiais militares. Estamos fornecendo todos os documentos para investigação para esclarecer o caso”, explicou. O delegado informou que está entrando com habeas corpus para seus clientes.

O delegado Ivo Martins, titular da DEHS, informou que os representantes das torcidas alegaram em depoimento informal que o que ocorreu de fato não é o que foi noticiado em jornais da cidade. “Estamos levantando as informações e o que eles dizem é que o que foi noticiado não condiz com os fatos, mas ainda estamos apurando o caso”, disse. Martins afirmou que a unidade de homicídios está atuando no caso por ordem do secretário da SSP-AM, Sérgio Fontes. Por conta de serem muitas testemunhas, Martins revelou que irá fazer uma escala de depoimentos.

PM presta depoimento

O soldado Jéferson Castro prestou depoimento na tarde de ontem sobre o ocorrido. Ele estava internado em estado grave no hospital e pronto-socorro João Lúcio, na Zona Leste, mas após ser liberado prestou os primeiros esclarecimentos na sede da DEHS, conforme afirmou o delegado Ivo Martins. Já André segue internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com traumatismo craniano. Ele teve vários ossos da face quebrados com as pancadas.


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