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Manaus
117 anos

'Reservatório do Mocó’ resiste ao tempo e continua em pleno funcionamento

Inaugurado no período áureo do ciclo da borracha, o reservatório de água, apesar de pouco conhecido das novas gerações, ainda sobrevive ao desgaste do tempo e ao avanço urbano 31/07/2016 às 19:48
Marcela Moraes Manaus (AM)

O Reservatório do Mocó, inaugurado em 1899, no período áureo do ciclo da borracha, é um dos prédios icônicos de Manaus. Apesar de já ter sido um dos únicos reservatórios de água da cidade, o monumento é pouco conhecido das novas gerações.

Localizado na praça Chile, bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, aos seus 117 anos ele continua em pleno funcionamento. Sua capacidade de armazenamento é de 5 mil m³ de água, e ele está entre os maiores da cidade. Atualmente, abastece bairros das zonas Sul e Centro-Sul.

Admirável obra em estilo neo-renascentista, o reservatório abrange uma área com aproximadamente mil metros quadrados. Foi planejado e construído com o objetivo de solucionar os problemas de abastecimento de água, que atingiam a cidade no final do século 19.

Destaca-se pela beleza de sua estrutura interna, toda em ferro importado da Inglaterra capaz de suportar dois enormes tanques metálicos, instalados no espaço superior da edificação. Em 13 de março de 1995, o monumento foi tombado como patrimônio histórico do Amazonas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Atualmente o reservatório é administrado pela concessionária Manaus Ambiental e abastece aproximadamente 250 mil pessoas. Segundo o gerente de distribuição da Manaus Ambiental Felipe Poli, o reservatório é responsável pela distribuição de água dos seguintes bairros: Adrianópolis, Aleixo, Nossa Senhora das Graças, Praça 14, São Francisco e Vieiralves. “Neste complexo chega uma quantidade de 5 milhões de litros de água por segundo para abastecer essa área, são distribuídos em média uns 500 litros por segundo”, explicou.

Manutenção geral

Poli ressalta que por possuir uma estrutura metálica, o reservatório passa por uma manutenção geral a cada 4 ou 5 anos. “Fizemos a última dessas manutenções em 2013, o processo é esvaziar todo o reservatório e fazemos todo um tratamento nas chapas metálicas para conservar ele em operação”, comentou.

Mesmo se tratando de um dos monumentos históricos de grande importância, o gerente de distribuição disse que por questões de segurança o local não está aberto para a visitação. “Atualmente ele só opera como sistema de abastecimento de água. Por se tratar de uma unidade operacional em funcionamento, o local não é aberto para a visitação”, e completou: “É um reservatório que foi projetado na época dos ingleses, e atualmente mesmo depois de anos ele continua em pleno funcionamento e continua abastecendo a cidade. Ele é um dos nossos principais reservatórios e nós buscamos conservar ele assim como um patrimônio não só da cidade como da própria Manaus Ambiental”, concluiu.

Blog: Lindenberg de Oliveira

Proprietário de uma floricultura

"Trabalho há 15 anos aqui em frente, para mim é um privilégio ficar próximo de um monumento histórico como este tão importante para a capital. Antigamente era mais perigoso e o local era invadido por moradores de rua e vários marginais; eles ficavam aglomerados por aqui e o número de assaltos era constante. No entanto, nos últimos anos, a segurança por aqui melhorou, a polícia circula por aqui, além disso, hoje em dia o reservatório é vigiado 24h, tudo e isso acaba inibindo a ação dos vândalos".

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