Terça-feira, 18 de Junho de 2019
MEIO AMBIENTE

Responsável por piche que atingiu Rio Negro contrata empresa para conter vazamento

Vegetação contaminada deve ser retirada e levada para incineração nesta segunda-feira (1º)



oleo-rio-negro_F17D24B2-27FB-4603-B34F-BD0226305B55.JPG Foto: Divulgação
01/04/2019 às 16:10

A Transbetume Comércio e Transporte de Betumes Ltda., empresa responsável pelo transporte da emulsão asfáltica que atingiu o rio Negro nas proximidades do Porto do São Raimundo, Zona Oeste de Manaus, nesse domingo (31), contratou emergencialmente uma empresa de tratamento de resíduos para realizar o trabalho de contenção do vazamento.

“A primeira etapa foi concluída ontem (31), com a contenção de todo o resíduo, para evitar que o dano se alastrasse. A segunda etapa nós devemos concluir hoje (1º), que é a coleta de todo o material vegetal. Vamos tirar toda a vegetação contaminada, fazer o transporte e destinação desse material para incineração”, explicou Daniel Chaves, responsável técnico pela Eternal, empresa contratada para conter o vazamento.

Quase 25 mil litros, o equivalente a 30 toneladas, de camada asfáltica, mais conhecida como piche, vazaram de um caminhão-tanque da empresa Transbetuminosa, na madrugada desse domingo, e atingiram parte da rua Agostinho Caballero Martin, além de contaminar uma área de floresta e as águas do Rio Negro nas imediações do porto das balsas do São Raimundo.

O piche é o asfalto em estado líquido resultante da destilação do alcatrão ou petróleo e, entre suas propriedades, está a alta capacidade de adesão e impermeabilização, já que repele a água.

Acompanhamento

O trabalho de contenção do vazamento da emulsão asfáltica que atingiu o rio Negro foi intensificado nesta segunda-feira (1º). Técnicos do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) retornaram ao local para acompanhar as medidas tomadas pela empresa responsável pelo crime ambiental.

O vazamento teve início antes do embarque do caminhão que transportava o produto. “A suspeita é que alguém abriu a válvula de segurança desse caminhão e o material foi todo para a tubulação de águas pluviais, indo parar nas águas do rio Negro”, explicou o gerente de fiscalização do Ipaam, Hermógenes Rabelo.

“Temos medidas administrativas para serem adotadas. Primeiro a gente está avaliando o impacto ambiental causado por esse tipo de material. A partir daí, serão avaliadas as possíveis penalidades aos responsáveis pelo vazamento”, explicou Hermógenes. “A multa pode chegar a R$ 1 milhão. Temos que avaliar a situação para cada componente. Existe contaminação aquática e do solo, além da empresa não ter adotado os procedimentos necessários de respostas imediatas de emergência”, completou.

Fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) também estiveram no local para avaliar os impactos do desastre. “No âmbito da ANP é verificada a responsabilidade da empresa, se tem autorização na distribuição, se implantou plano de contingência, qual o produto envolvido. Dependendo do resultado dessa apuração, a empresa pode vir a ser autuada pela ANP”, explicou o fiscal Leônidas Araújo.

Uma equipe da Águas de Manaus também esteve no local para fazer a coleta do material, uma vez que a empresa possui um reservatório nas proximidades de onde ocorreu o vazamento.

Receba Novidades


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.