Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
publicidade
Sem_t_tulo.jpg
(Foto: Alessandra Reis/A Crítica)
publicidade
publicidade

REFLEXO

Restaurantes de Manaus acumulam prejuízo com greve, mas mantém custo de serviço

Aumento no preço de produtos como hortaliças, legumes e verduras, somado à paralisação de parte da frota do transporte público gera desconforto no comércio local


29/05/2018 às 17:50

"Não falta nada, mas o prejuízo está grande". Zeina Russo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) do Amazonas é quem afirma a afetação direta que os comércios do ramo alimentício em Manaus têm sofrido com a falta de combustível e a greve de caminhoneiros pelo país.

Os estabelecimentos da capital amazonense, ao menos os 300 representados pela associação, seguem com a operacionalidade regulada. Mas esbarram em dificuldades inerentes à atual situação do país. A falta de produtos essenciais como hortaliças, legumes e verduras, que dependem do transporte, afetam diretamente o custo da compra para atender a demanda de cada restaurante. 

Somado a isso, o número de clientes tem queda, ainda que ínfima. A combinação de valor exarcebado de produtos básicos, ainda, não é motivo para que bares e restaurantes alterem a cobrança pelo serviço ao consumidor. Em suma, o valor dos produtos básicos teve aumento significativo, o custo de funcionamento, consequentemente, aumenta, mas os comércios, até então, arcarão com o acumulo de prejuízo. 

"Nós tivemos uma reunião com nossos associados e, por meio de pesquisa, pudemos observar o consenso de que o gasto para funcionalidade aumentou muito. Os valores superam todos os números esperados. Mesmo assim, não há a pretensão de aumentar o preço do serviço. É um acúmulo de prejuízo, mas que garante a funcionalidade de sempre" explica Zeina.

A dona de um restaurante localizado no Bairro Nossa Senhora das Graças endossa a situação descrita pela Abrasel. Adriana Brasil ressalta o aumento dos preços, descarta a diminuição de demanda, e explica o afeto direto que a redução da circulção do transporte público tem no funcionamento do estabelecimento.

publicidade

"O nosso número de clientes não foi afetado. O que mais nos tem afetado é a locomoção dos funcionários. A ausência do transporte público cria o ciclo de atraso dos profissionais que, diretamente reflete na quantidade de produção dos pratos. Mas estamos mantendo o funcionamento sem previsão de alteração nos valores. Mesmo com o aumento quase que insustentável no preço dos hortifrutis. É uma situação desconfortável, mas que não pode, de forma alguma, refletir na nossa entrega aos clientes", analisa Adriana, dona do Celeiro do Mocó. 

CDL-Manaus endossa dificuldades

Ralph Assayag, Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) afirma que, se a greve dos caminhoneiros não encerrar até quinta-feira, o comércio local passará a sofrer maiores prejuízos. A vantagem da capital é a precaução rotineira em estocar produtos básicos. 

"Nós temos um estoque que deve se sustentar de alimentos perecíveis como verduras, hortifruti e carnes. Mas já começamos a sentir falta, por exemplo, da banana que vem de Porto Velho”. Nós sempre contamos com o transporte por balsa com o adiantamento de uma semana, em caso da a balsa dar problema ou atrasar. Sempre contamos com esses produtos por balsas”, afirmou Assayag.

Lojistas

Ainda segundo o presidente da CDL-Manaus, a principal falta neste ramo foi sentida no final de semana, em razão das dificuldades de funcionamento do transporte. Poucos clientes compareceram às lojas, exatamente no momento que o comércio dava sinais de reaquecimento.

publicidade
publicidade
Tradição irlandesa, Saint Patrick’s Day é celebrado em bares de Manaus
Lojistas de Manaus esperam alta de 4% nas vendas de Carnaval em relação a 2018
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.