Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
POSICIONAMENTO

Resultado de inquérito agrada familiares de engenheiro morto, dizem advogadas

No inquérito da morte de Flávio Rodrigues foram indicados Mayc Vinicius Parede, Alejandro Valeiko, Elizeu da Paz, Vitorio Del Gatto e Paola Valeiko, irmã de Alejandro



advogadas_67EE79A8-4591-432B-982A-13D001B00FD5.jpg Foto: Junio Matos
02/12/2019 às 13:16

"As pessoas envolvidas mentiram e omitiram. Se eles mentem ou omitem, eles tiveram participação no crime", afirmaram as advogadas da família de Flávio Rodrigues, Náiade Perrone e Geysa Mitz, após manifestarem satisfação em relação à conclusão do inquérito policial que apura a morte do engenheiro. A informação foi dada coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2), no Sindicato dos Metalúrgicos, na Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus.

"Toda a condução foi feita de forma participativa e imparcial. Eles (Polícia Civil) utilizaram de todos os meios de investigação possíveis para elucidar o que aconteceu no dia do crime. Então não só estamos satisfeitos como acreditamos no trabalho desempenhado pela Polícia. Pode ter gente que falta ser indiciado, mas sobrando não tem não", afirmou a advogada Geysa Mitz.



No inquérito da morte de Flávio Rodrigues foram indicados Mayc Vinicius Parede, Alejandro Valeiko, Elizeu da Paz, Vitorio Del Gatto e Paola Valeiko, irmã de Alejandro.

"Nós julgamos acertados os indiciamento porque eles condizem com as provas correlacionadas aos autos. Então, é muita responsabilidade a gente dizer que a autoridade policial faz um indiciamento leviano", destacou a advogada, Náiade Perrone.

Contestações

Em relação às informações contestadas, as advogadas ressaltaram contradições ditas pela defesa de Valeiko como a de que Flávio Rodrigues havia saído vivo da casa na noite do crime.

"Eu poderia passar o dia inteiro aqui apontando contradições. Eles falaram de que o Flávio havia saído vivo e isso é um fato que ainda não se pode afirmar em razão de ter sido encontrado sangue de Flávio em um objeto dentro da casa", destacou Geysa Mitz, apontando outros situações.

"Eles alegam também que não se sabe como o sapato foi encontrado, por quem e em que momento. Um dos nossos advogados acompanharam no lado de dentro da casa, já os advogados do Alejandro permaneceram fora da casa porque quiseram. O objeto foi encontrado nesse momento", acrescentou.

Ainda de acordo com Geysa Mitz, que reconhece a legitimidade do inquérito, Alejandro Valeiko omitiu informações a respeito da morte de Flávio.

“Ficou claro, em depoimento, que Alejandro diz que reconheceu Elizeu da Paz. Ele não falou isso à autoridade policial, nem no momento em que tudo aconteceu, falou apenas depois que foi preso. Então ele podia ter evitado o resultado que era a morte do Flávio, porque além de falar que reconheceu, ele afirmou que sabia do que o Elizeu era capaz, ele sabia que o Eliseu podia matar o Flávio e mesmo assim omitiu à polícia”.

Após a conclusão, o inquérito do “Caso Flávio” foi encaminhado ao Ministério Público do Estado (MPEAM), onde continuará o procedimento investigatório.

"Dessa investigação pode surgir outro indiciamentos, outros fatos que sejam relevantes para esse caso. Então, hoje, só nos resta esperar o pronunciamento do Ministério Público. Assim que o momento processual se inaugure, nós vamos nos habilitar como assistente de acusação", finalizou Mitz, sobre o caso.

Leia mais >>> Caso Flávio: Alejandro Valeiko passa por audiência de custódia em fórum

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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