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Reunião de moradores com SSP é interrompida por notícia de assalto a 200 metros

Cerca de 100 moradores que participavam do encontro, que tinha como tema a violência constante no conjunto Santos Dumont, viram o discurso do responsável pelas 10ª e 17ª ser interrompido pela notícia do crime. O dono do estabelecimento asaltado nesta quinta (10) foi quem socorreu Francisco Xavier Castro Júnior na noite em que este sofreu um latrocínio, há dez dias 10/10/2013 às 23:13
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O secretário executivo adjunto da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Francisco Sobrinho, a intensificação dos trabalhos de policiamento preventivo, de abordagem e patrulhamentos pelas vias do local
JOELMA MUNIZ Manaus (AM)

A reunião dos moradores do conjunto Santos Dumont com representantes da cúpula da segurança pública do Estado foi interrompida pela notícia de um assalto a menos de 200 metros do local do encontro, realizado na sede da Associação de Moradores (atual base da Ronda nos Bairros), na esquina da rua Comandante José Siqueira com a alameda Santos Dumont, Zona Centro-Oeste de Manaus, na noite desta quinta-feira (10).

Os cerca de 100 comunitários que participavam da reunião, em que cobravam mais medidas de segurança para a área, ouviam as palavras do major Seixas, responsável por comandar as 10ª e 17ª Companhias Interativas Comunitárias (Cicom’s), quando foram surpreendidos com o crime, ocorrido dez dias após o assalto que culminou na morte do comerciante Francisco Xavier Castro Júnior, 52, e do seu filho, o dentista Diego Maciel Almeida Castro, 26, proprietários de um restaurante no conjunto.


Coincidentemente, a Master Pizza, assaltada nesta quinta-feira, pertence ao empresário que socorreu Francisco Xavier na noite em que sofreu o latrocínio no seu estabelecimento. De acordo com funcionários da pizzaria que não quiseram se identificar, o trio formado por Douglas Lins Matos, 29, Bruno Lins Aguiar, 21, e Rafael Pereira Nery, 19, entrou no estabelecimento e pediu duas pizzas, mas em seguida anunciou o assalto, mostrando um revolver calibre 38.

Durante a ação, eles ameaçaram duas funcionárias que estavam no caixa, mandando que elas não gritassem. Os três ainda conseguiram fugir com R$ 189 e um celular, mas foram presos por policiais da 10ª e 17ª Cicom enquanto tentavam escapar pelo conjunto Eldorado, bairro Parque 10, na Zona Centro-Sul.


Os assaltantes contaram com a ajuda de Jucileuza Azevedo Batalha, 35, que foi responsável por conduzir o veículo modelo Siena de cor vermelha e placa NOR 3299, usado na fuga. De acordo com o soldado Navegante Filho da 17ª Cicom, no momento da abordagem, Jucileuza, chegou a dizer que estava sendo levada como refém, mas a versão logo foi desmentida, e ela confessou ter participado da ação criminosa.

O quarteto foi encaminhado do 10º Distrito Integrado de Polícia (Dip), onde foram flagranteados. 

Clamor por segurança


Convocada pela Associação de Moradores do Conjunto Santos Dumont, a reunião desta quinta-feira mostrou o retrato do medo vivido por seus comunitários. O discurso da psicóloga Perina de Fátima Aguiar lembrou da necessidade de cooperação entre o Poder Público e as famílias.

“Vamos olhar nossos filhos, o abandono familiar é um mal que coopera para o crescimento da criminalidade, que tanto nos assusta”, ressaltou.

Em resposta aos anseios dos presentes, o secretário executivo adjunto da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Francisco Sobrinho, prometeu, em parceria com o major Seixas, continuar a intensificação dos trabalhos de policiamento preventivo, de abordagem e patrulhamentos pelas vias do conjunto.

“Estamos pagando caro pela falta de investimento no setor de segurança, que deveria ter sido feito no passado. Mas, estamos correndo atrás e a filosofia de policiamento comunitário, trazido pelo Ronda no Bairro é o nosso principal alicerce”, disse o secretário adjunto.

Operação e patrulhamento

Entre as apostas da Polícia Militar para inibir as ações violentas no Santos Dumont está o "aperto" na operação "Juruparí", que já vem sendo realizada nas imediações do conjunto e do bairro da Paz ao longo do ano. Segundo o major Santiago, a "Juruparí" funciona com abordagens a veículos e incursões pelas vias.

“Já estamos praticando a operação há um tempo e nossa intenção é que ela seja ainda mais efetiva. Sábados, domingo e feriados são os dias em que mais sentimos a necessidade da ação, mas isso não significa que ela não possa passar a ocorrer durante a semana”, finaliza.

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