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Manaus
JULGAMENTO

Réus no caso de veterinário morto por vingança a cachorro são levados a julgamento

Veterinário foi morto em 2014 porque teria "dado fim" ao Poodle de Dorval Vieira, que confessou ser o mandante do crime na época 31/08/2017 às 10:23 - Atualizado em 31/08/2017 às 10:28
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Julgamento, que acontece no plenário do Forúm Ministro Henoch Reis, será conduzido pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri (Foto: Arquivo/AC)
Tiago Melo Manaus (AM)

Tem início nesta sexta-feira (1), a partir das 9h, o julgamento dos quatro réus no caso do veterinário Fernando Augusto de Souza Moura, que foi morto em 2014, aos 62 anos, porque teria "dado fim" ao cachorro de Dorval Vieira Rodrigues, mais conhecido como 'Vavá', policial aposentado de 82 anos que confessou ser o mandante do crime na época.

O julgamento, que acontece no plenário do Forúm Ministro Henoch Reis, localizado na Rua Paraíba, bairro São Francisco, na Zona Sul de Manaus, será conduzido pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Segundo informações da assessoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o júri deve durar mais de um dia por conta de sua complexidade e o número de réus.

Além de Dorval, também serão julgadas outras três pessoas que foram presas pela Secretaria de Segurança Pública (SPP) na época, por participarem do assassinato do veterinário. José Bernardo de Oliveira, 61, o 'Zé Canoeiro'; Zacarias Araújo Duarte, 44, o 'Timbau'; e Jardel Brito da Silva, o ‘Vovô’, 29. Os três foram capturados em cumprimento de mandado de prisão preventiva em 2014.

Família pede justiça

"Esse caso já vem se arrastando por todo esse tempo, desde 2014, e finalmente teremos uma conclusão. Contudo, nada do que aconteça no julgamento vai trazer o meu pai de volta, mas pelo menos esperamos que todos eles sejam condenados", comentou o filho do veterinário, Rodrigo Moura, de 32 anos.

"Para mim o caso não tem muito mistério. São todos réus confessos. É claro que os advogados farão de tudo para conseguir uma pena mínima para eles, mas só quero que isso acaba e que justiça seja feita", concluiu ele, lamentando que os irmãos mais novos, um de sete e outra de cinco anos, filhos do segundo casamento de Fernando Augusto, vão crescer sem o apoio do pai.

Entenda o caso

Conforme o secretário executivo de inteligência da SSP da época, Thomaz Vasconcelos, a morte do veterinário foi encomendada por vingança. Dorval confessou à policia que quis se vingar de Fernando porque o médico veterinário “deu fim” no animal de estimação dele, um cachorro da raça Poodle chamado Beethoven.

De acordo com Dorval, a esposa dele foi quem pediu para Fernando “sumir” com o cachorro porque ela não gostava de Beethoven. A mulher viu o número de telefone de Fernando em um jornal e “contratou” os serviços dele. Após o desaparecimento, Dorval ainda tentou encontrar o bicho de estimação, mas nem a esposa dele nem Fernando sabiam do paradeiro do animal.

Segundo a polícia, Dorval iria desembolsar R$ 10 mil para que o trio assassinasse o veterinário como vingança pelo sumiço de animal. O médico veterinário foi atraído para uma emboscada, quando foi chamado para verificar o estado de saúde de um falso animal em um barco na orla do bairro Educandos, Zona Sul. Fernando foi morto com um tiro.

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