Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Mestre de bateria Major mostra camisa que é prêmio da rifa que acontece dia 1º em prol de arrecadar recursos para a cirurgia no seu joelho esquerdo / Foto: Aguilar Abecassis
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MESTRE MAJOR

Sambista vive drama para arrecadar dinheiro e retirar cisto do joelho esquerdo

Também conhecido como "Mestre Manauara", e reverenciado no mundo do samba, ele precisa se submeter a procedimento para não comprometer ainda mais sua locomoção


27/08/2017 às 12:43

O sambista Gervaldo da Silva Sena Filho, conhecido como “Mestre Major” ou “Mestre Manauara”, está vivendo um dos maiores dramas de sua vida. Reconhecido pelo mundo do samba do Amazonas e de estados como o Rio de Janeiro, a “Meca do Samba Nacional”, o músico precisa fazer o mais rápido possível uma cirurgia para a retirada de um cisto em seu joelho esquerdo.

O problema foi constatado após uma artroscopia no próprio joelho, feita há quase 20 dias, no Hospital e Pronto-Socorro Adriano Jorge. “O cisto está imprensado no ligamento cruzado, e o médico me disse que por estar em um tamanho avançado tem que ser removido. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde) dei entrada para a artroscopia em maio de 2015 e só agora consegui fazer a cirurgia. Como tenho que retirar o cisto com certa urgência, para agendar só há vaga para novembro e dezembro e sabe-se lá quando é que eu vou remover o cisto”, contou ele.

O sambista procurou, então, clínicas particulares para fazer a cirurgia, mas esbarrou no alto preço cobrado para o procedimento cirúrgico - em torno de R$ 18 mil a R$ 25 mil. Após pesquisas, encontrou um hospital que cobrou bem mais em conta.

A manutenção do cisto na perna de Mestre Major lhe causa dores, e a impossibilidade de encolher a perna esquerda. “Posso ter maiores consequências no futuro se eu não remover o cisto”, frisa o sambista.

“Resolvi reunir família amigos, contatos, pessoal do samba, do boi, a quem eu tenho contato, e resolvi pedir ajuda de todos para fazer essa cirurgia o mais rápido possível. Começaram a fazer rifas para mim, coloquei a conta-corrente da minha esposa nas redes sociais (Banco Caixa Econômica, agência 0020, Operação 013, conta poupança 00038335-0, em nome de Ana Paula Carvalho de Lima), os amigos das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo estão me dando força também”, disse Mestre Major. Quem estiver interessado em colaborar também pode ligar para o fone do próprio Major, que é o 98120-1828. 

No próximo dia 1º acontece em frente à casa de Major uma rifa, ao valor de R$ 10, tendo como prêmio uma camisa oficial da Bateria Estandarte de Ouro da União da Ilha do Governador, do Rio, um presente do mestre de bateria Ciça. As vendas estão sendo feitas na própria casa do mestre, na rua Lima Bacuri, 416, Centro (ao lado da quadra da escola de samba Balaku Blaku). 

Em setembro, amigos de Major, como Kennedy Carioca e Mestre Ney, vão organizar um evento em prol do mestre. As datas e preços de ingressos serão anunciadas brevemente. 

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Exportando talento à toda prova

Mestre Major  respira samba o ano inteiro: ele mora ao lado da quadra da escola de samba Balaku-Blaku, hoje no grupo de acesso: seus avós, Gesualdo e Teodora, autorizaram demolir parte da casa para que fosse construída a atual quadra na rua Isabel, Centro.

“Tenho 48 anos de idade e, desses, 43 anos foram dedicados ao samba. Aos 5 anos eu comecei na bateria da Balaku-Blaku, usando uma lata de leite Sandem como repique. Sou repiqueiro desde criança. Lá eu também fui 24 anos mestre de bateria, e em 7 anos eu também acumulei ao mesmo tempo o posto de intérprete, sendo que no primeiro ano , em 2004, eu cantei com o microfone R7 que era novidade para a época”, recorda.

Faz 12 anos que Mestre Manauara deixou a Balaku; depois, ele passou pelas baterias da Mocidade Independente de Aparecida por cinco anos alternados e na Reino Unido, sempre como repiqueiro. Durante 24 anos se apresentou como ritmista ou ao lado do bloco musical nos desfiles oficiais da Padre Miguel. Nessa época, teve a ideia de iluminar, com lâmpadas de led, seu repique-mór, vazado, para que ficasse diferenciado e aceso. A primeira vez foi em 2013 nos ensaios da Reino, e em 2014 a direção da Padre Miguel viu e gostou.

Depois lançou o insufilme anti-furto no seu instrumento, sublimado nos brasões de baterias da Padre Miguel, bem como o canudinho fluorescente e o cabo de aço de marcha de bicicleta Caloi 10, fino, para colocar nas caixinhas.

Frase

"Estou otimista e vou na fé. Me pego com Deus nesta hora, Ele acima de tudo e está no comando e vamos que vamos. Vou conseguir e vou fazer essa cirurgia”.

Gervaldo da Silva Sena Filho, o Mestre Major

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