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Reviravolta: Réu acusa coronel reformado da PM de ser mandante no 'Caso Fred'

O coronel reformado da PM Júlio César Lemos é acusado de ser o mandante do crime contra Fred Fernandes da Silva, ocorrido em 2001 e que ficou conhecido como ‘Caso Fred’ 19/10/2013 às 18:21
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O crime ocorreu no dia 10 de junho de 2001, no cruzamento das ruas Ramos Ferreira e Duque de Caxias, no Centro de Manaus
acritica.com Manaus, AM

Os soldados da PM e réus por homicídio Ronaldo Melo da Silva, Olavo Luiz Farias Paixão e Claudiney da Silva Feitosa que estão sendo julgados desde sexta-feira (18) foram ouvidos na manhã deste sábado (19) pelos jurados. Olavo Paixão acusou o coronel reformado da PM Júlio César Lemos de ser o mandante do crime contra Fred Fernandes da Silva, ocorrido em 2001 e que ficou conhecido como ‘Caso Fred’. O julgamento deve se estender até a noite deste sábado.

Vingança

Fred Fernandes foi assassinado no dia 10 de junho de 2001, com tiros de pistola calibre 40, arma de uso exclusivo das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal.

O crime ocorreu no cruzamento das ruas Ramos Ferreira e Duque de Caxias, no bairro da Praça 14, Zona Sul. No atentado também saíram feridos a esposa dele, Maria da Conceição, e o filho do casal, Adonis dos Santos Silva, na época com 10 anos de idade.

Quando foi baleada, a família deixava a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro, onde havia visitado Fred Júnior, preso pela morte da estudante universitária Danielle Damasceno, a “Danny”, ocorrida meses depois, no dia 19 de março.

Fred Fernandes teria sido morto para vingar a morte de Danny, o que desencadeou a série de assassinatos que ficou conhecida como “Caso Fred”.

Danny teria sido morta numa orgia de drogas entre adolescentes e jovens adultos de classe média.

Fred Júnior assumiu ter cortado o pescoço dela com uma faca tipo cutelo. O crime teria tido a participação de outros dois rapazes, entre eles e o filho de um oficial da Polícia Militar, cujo nome nunca foi revelado.

Pela morte de Danny, Fred Júnior foi julgado, condenado, cumpriu parte da pena em regime fechado e está no regime aberto. Ele estudou e se formou pastor evangélico. Já pela morte de Fred Fernandes apenas o tio de Danny, Krishnna Oliveira foi condenado.

O processo possui 12 volumes e quase 5 mil páginas.

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