Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Manaus

Revitalização do Centro deve ser concluída até o final de 2013

Construção de shoppings e galerias populares e a retirada dos camelôs devem ser concluídas até dezembro, conforme anúncio do prefeito Artur Neto



1.gif Uma galeria popular deve ser instalada na rua Itamaracá, de forma provisória. À direita, projeto da parte interna dos shoppings populares, que devem abrigar os camelôs
12/07/2013 às 08:27

“Pedra no sapato” de diferentes gestores municipais que estiveram à frente da Prefeitura de Manaus, e que desde 1989 prometem soluções para o problema, o projeto para retirar os camelôs das ruas e calçadas do Centro e realocá-los em centros de comércio popular deve, finalmente, sair do papel até o fim deste ano.

Foi o que anunciou o prefeito Artur Neto, durante reunião com membros da diretoria da Associação Comercial do Amazonas (ACA), realizada na noite de quarta-feira (10), quando foram apresentados os projetos da prefeitura de Manaus para revitalização e requalificação do Centro. Entre os planos mostrados estavam a construção de shoppings e galerias populares, que começarão a funcionar com a retirada dos camelôs das ruas, prevista para acontecer ainda este ano.

Os centros de comércio populares terão capacidade para abrigar mais de 3,4 mil camelôs, que passarão a ser microempreendedores com todos os benefícios trabalhistas garantidos.  Depois que os camelôs mudarem de endereço, devem receber isenção de IPTU, isenção de alvará de funcionamento, pagamentos de impostos com taxas diferenciadas, acesso à previdência social, possibilidade de emissão de notas fiscais e de adesão a máquinas de cartão de crédito.

“Nós esperamos que o Centro seja restaurado, regenerado e fique pronto para atrair turistas”, afirmou o prefeito, destacando a recuperação dos prédios históricos e desobstrução das vias.

O secretário Extraordinário para Requalificação do Centro, Rafael Assayag, explicou que a prefeitura vem trabalhando com planos variados para contemplar os camelôs. Um deles diz respeito à instalação provisória dos comerciates em um local batizado de “Feira São Vicente”. Pelo projeto, os comerciantes seriam retirados das ruas e instalados em barracas na rua Itamaracá até que os empreendimentos definitivos fiquem prontos. As demais estratégias mostram os shoppings e galerias já prontas em locais que estão sendo adaptados para receber os trabalhadores.

“Trabalhamos com vários planos: A, B, C, D e E. Os camelôs sairão ainda este ano do Centro da cidade e temos várias situações para que todos sejam contemplados. Estamos negociando com donos de prédios. Pelo plano, os empreendimentos ficarão prontos neste segundo semestre. Tudo isso será discutido com os comerciantes autônomos”, explicou Assayag.

Para o presidente da ACA, Ismael Bicharra, a iniciativa demonstra o comprometimento do prefeito e dos secretários com a cidade. “Nós percebemos que existe uma sensibilidade do prefeito, porque são projetos de grande magnitude, como a organização dos camelôs. Nós estamos considerando como uma noite histórica como há muito tempo não acontecia”, disse.

Também foi apresentado o projeto Zona Azul, que corresponde à implantação de um sistema rotativo de estacionamento no Centro.

‘Mercadão’ está 82% concluído

O Mercado Adolpho Lisboa, na rua dos Barés, Centro, está com 82% das obras concluídas. Nesta quinta-feira (11), pela primeira vez, os permissionários, que há quase oito anos esperam pela reabertura do mercado, puderam visitar a obra, ao lado do prefeito Artur Neto.

Os feirantes, que estão improvisados ao lado do mercado, serão indenizados para deixar o local em setembro, onde será construída uma Estação de Tratamento de Esgoto. A obra será entregue em 24 de outubro. Neste intervalo, até a reabertura do mercado, eles passarão por reciclagem junto ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM).

“A ideia é que possam aprimorar sua capacidade gerencial, porque o Mercado Adolpho Lisboa será uma pérola do turismo local, então os permissionários precisam está preparados com uniformes padronizados e maior cuidado com a higiene”, destacou o prefeito.

Atualmente, 182 permissionários estão cadastrados para atuar no Mercado Adolpho Lisboa. Conforme a Semex, 63 permissionários já têm vaga garantida, pois apresentaram documentos de que trabalham no local desde antes de 1988.

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