Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

Revitalização do Terminal 5 custará mais de R$ 2 milhões

Artur Neto visitou obras e aproveitou para citar cinco pontos de insatisfação gerados a partir da manifestação que ocorreu nas proximidades do Complexo Viário Engenheiro Luiz Augusto Veiga



1.jpg A visita aconteceu nesta terça-feira (2), primeiro dia de obras no sistema viário do transporte coletivo e iniciou com a revitalização do Terminal 5
02/07/2013 às 15:00

Em visita ao Terminal de ônibus (T5), localizado no bairro São José, na Zona Leste de Manaus, o prefeito Artur Neto reclamou das cenas de vandalismo que resultaram em um ônibus destruído após ser incendiado, trinta coletivos depredados e mais de 200 mil usuários prejudicados na manhã desta terça-feira (2). A ação foi realizada por um pequeno grupo que se aproveitou da paralisação de rodoviários da empresa Global Green para praticarem os atos criminosos.

A visita aconteceu nesta terça-feira (2), primeiro dia de obras no sistema viário do transporte coletivo e iniciou com a revitalização do Terminal 5. A obra custará ao cofre público municipal, o valor de R$ 2 milhões e cento e trinta um mil, com o prazo de seis meses para o término.

O prefeito aproveitou a oportunidade para conversar com os usuários e ver o início dos trabalhos, que começou com a implantação do canteiro de obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

Vandalismo

De acordo com o prefeito, as ações praticadas na manhã de segunda-feira (1º) são inadmissíveis e relaciona a atitude a ações de organizações criminosas que foram até o local intencionalmente com o objetivo de promover a desordem.

“A cena que vimos ontem na cidade de Manaus é vergonhosa. Não é normal você ver 150 pessoas armadas com picaretas, quebrando tudo e ameaçando os rodoviários, além do uso de material inflamável quando queimaram o ônibus. Não acredito que a população, que é usuária do transporte coletivo da cidade, tenha promovido essas cenas de vandalismo. Essa ação foi realizada por alguma organização criminosa ou grupo político com um objetivo oculto e vou exigir que a polícia investigue”, declarou.

Artur Neto aproveitou para citar cinco pontos de insatisfação gerados a partir da manifestação que ocorreu nas proximidades do Complexo Viário Engenheiro Luiz Augusto Veiga. Segundo o prefeito, o primeiro ato de repúdio foi o não pagamento dos direitos trabalhistas aos funcionários da Global Green, seguido pela invasão da sede da empresa que originou a depredação dos veículos que fazem o transporte público das Zonas Leste e Sul e outro ônibus incendiado.

A atuação da força de segurança também foi outro ponto destacado pelo gestor municipal que questionou a quantidade de detenções realizadas pela Polícia Militar (PM) durante o protesto e a liberação dos mesmos pela Polícia Civil.

“Ocorreram cinco equívocos que precisam de atenção, o primeiro foi o fato que motivou a paralisação dos trabalhadores, a falta de pagamento dos direitos trabalhistas e aparados por lei que deveriam estar sendo pagos pela empresa e depois as cenas de vandalismo. A Polícia militar fez a detenção de sete pessoas e só dois chegaram na delegacia e por fim a Polícia Civil fez a liberação dos envolvidos por falta de indícios. para mantê-los presos”, ressaltou.

Artur informou que vai pedir que as polícias continuem investigando e intervindo em qualquer contra o patrimônio público e privado que possa prejudicar a população da capital amazonense.

Reforma terminal

O terminal 3 localizado no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus, e o terminal 4, localizado no bairro do Jorge Teixeira, Zona Leste,terão as obras iniciadas no prazo de dez dias. Os terminais 1 e 2 (Constanino Nery e Cachoeirinha) devem ser desativados até o final deste ano.

“A obra será completa e ao final teremos um novo terminal. O valor é considerado baixo em relação aos inúmeros benefícios que trará a população da zona leste”, enfatizou.

O prefeito também anunciou a reforma de 500 paradas de ônibus e a liberação do processo licitatório para a construção de 200 abrigos, sendo que cem deles serão construídos ainda neste semestre, além de 23 plataformas do Sistema Bus Rapid.

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