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Revoltados com ‘matança’ de 200 periquitos organizam protesto

Cerca de 200 pássaros foram encontrados mortos em avenida de Manaus na última quinta-feira (27). Suspeita de envenenamento “em massa” causou indignação de internautas, que prometem manifestação 28/11/2014 às 17:59
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Grupo criou banner para ilustrar revolta contra morte de periquitos
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

A suspeita de morte “em massa” de 200 periquitos por envenenamento criminal em Manaus, na última quinta-feira (27), causou revolta de grande parte da população em Manaus. Centenas de pessoas organizaram um evento na Internet e prometem ir às ruas manifestar e fazer passeata contra o suposto crime ambiental neste sábado (29), das 15h às 17h.

O lugar marcado para a manifestação é a avenida Efigênio Sales, em frente ao condomínio de luxo Ephigênio Salles, onde milhares de pássaros da espécie brotogeres versicolurus fazem local de moradia e descanso – nas árvores, e onde eles foram encontrados mortos. Na rede social Facebook, o evento já tem a presença confirmada de 1,1 mil pessoas.

A professora Talita Carvalho, 29, é uma das organizadoras do protesto. “Eu moro ali perto e todo dia passo ali. Quando foi umas 20h30 (quinta) eu passei e eles estavam revoando, mas não existe revoada deles nesse horário”. Segundo ela, normalmente os periquitos fazem revoada entre 17h e 18h nas árvores da avenida Efigênio Sales.

“Eles estavam muito atordoados, fazendo revoada em horário que não fazem normalmente. Parei o meu carro para ver se tinham cortado alguma árvore, e vi algumas coisas caindo. Pensei que fossem galhos, mas eram os pássaros caindo”, disse Talita. Para organizar o protesto, ela conta ajuda de outros ativistas ambientais.

Apoio

Dezenas de internautas, além de confirmarem presença na manifestação, compartilharam palavras de revolta no Facebook. “Uma matança em massa desta proporção deve ser evidenciada e apurada pelas autoridades desta cidade. Muito revoltante! Tem que ser feito algo contra isso”, reclamou Eduardo Paulino.

“Infelizmente não há meios de devolver a vida aos periquitos, nem de apagar as imagens chocantes da nossa memória. Só resta o consolo de procurar extrair alguma lição desse triste acontecimento. A beleza e a importância dessa manifestação se evidenciam em seu caráter essencial de defesa da vida”, disse Thays Araújo.

Condomínio

O conflito no residencial Ephigênio Salles gerado pela presença dos periquitos não algo é novo. Em 2012, moradores desse mesmo condomínio instalaram telas de proteção nas copas das palmeiras imperiais para impedir a presença das aves lá, que usavam o local para descansar e se proteger, mas acabavam “destruindo” as plantas.

Segundo a organizadora do protesto, Talita, o objetivo da manifestação não é ficar contra os moradores do condomínio. “A gente só vai lá mostrar para o poder público que a gente não é idiota, que queremos uma solução para isso”, disse. Conforme Talita, uso de apitos e buzinas não será permitido justamente para não irritar os periquitos.

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