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Manaus
NOVA VISTORIA

Rifle ‘usado’ em massacre é encontrado no Compaj durante vistoria da Seap e polícia

A informação foi confirmada pelo comandante do CPE, tenente-coronel Cleitman Coelho. Também foram encontrados estoques e celulares 06/01/2017 às 12:38 - Atualizado em 06/01/2017 às 14:49
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(Foto: Antônio Lima/Arquivo)
Vinicius Leal e Joana Queiroz Manaus (AM)

A Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) iniciaram na manhã desta sexta-feira (6) uma vistoria no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), presídio palco do massacre onde 56 detentos foram mortos por decapitação e esquartejamento no último domingo (1º).

Segundo o comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE) da PM, tenente-coronel Cleitman Coelho, durante a revista foi encontrado o rifle que apareceu em uma foto divulgada pelos próprios presos nas redes sociais momentos antes do massacre, e que teria sido usado na chacina. O rifle estava escondido em um cano de esgoto que passa por debaixo do gramado no entorno da cadeia. Também foram encontrados estoques e celulares, mas a quantidade não foi divulgada ainda.

A vistoria começou nas primeiras horas da manhã, por volta das 5h, na parte externa do presídio, com a participação de aproximadamente 128 policiais de várias tropas, como Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Comando de Operações Especiais (Coe), Canil da PM e a Cavalaria da PM. Também participaram agentes da Seap.

Depois, os policiais adentraram para as áreas de convivência do presídio e entraram no pavilhão 3, onde estavam detentos considerados líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), grupo que liderou o massacre do último domingo. No local, segundo o tenente-coronel Cleitman, estavam os detentos “Marabá” e “Garrote”, apontados como chefes da facção FDN.

De acordo com Cleitman, a vistoria continuou no pavilhão 2 e depois no pavilhão 5, e continuaria pela parte da tarde. De acordo com o tenente-coronel, os presos estavam tranquilos e “receptivos” quanto à vistoria. Segundo ele, funcionários da Seap também recolheram ventiladores e televisores, deixando apenas o “mínimo” dentro das celas.

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