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Rigidez na ‘Faixa Azul’: motoristas parecem desconhecer a mudança no Código de Trânsito

A partir de agora, as alterações determinam que é infração grave dirigir na faixa azul, além da possibilidade do motorista ter o veículo removido, perder 7 pontos na carteira e pagar multa de R$ 191,54 03/08/2015 às 20:05
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3.284 motoristas foram autuados na capital desde a implantação da Faixa Azul nas avenidas Constantino Nery e Mário Ypiranga.
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Desde que as duas faixas exclusivas para o sistema Bus Rapid System (BRS) foram implantadas na capital, é notável o surgimento de opiniões contrárias e favoráveis. Agora, a discussão gira em torno de uma mudança para quem trafegar na faixa, tornando a infração mais rígida para condutores de automóveis particulares que insistirem em utilizar o espaço, entretanto, condutores de Manaus parecem desconhecer a nova regra.

Com a sanção da presidente Dilma Rousseff, a medida passou a valer no dia 31 de julho no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e publicada no Diário Oficial da União (DOU). A partir de agora, as alterações determinam que é infração grave dirigir na faixa azul, além da possibilidade do motorista ter o veículo removido, perder 7 pontos na carteira e pagar multa de R$ 191,54.

Antes da mudança, o valor da infração era de R$ 53,20 e resultava em 3 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), o órgão ainda não possui um balanço de infrações graves cometidas após a mudança no DOU, no entanto, informou que desde a implantação das faixas exclusivas até o dia 9 de julho, 3.284 motoristas foram autuados  com infrações leves nas avenidas Constantino Nery e Mário Ypiranga, sendo 3.073 na primeira e 211 na última.

Insistência

Apesar da mudança no artigo 184 do CTB, muitos motoristas parecem desconhecer a nova regra em Manaus. Nas avenidas que receberam a faixa exclusiva este ano, não é difícil encontrarcondutores trafegando pelas vias exclusivas.

“Não adianta multar se a fiscalização não funciona. Precisam primeiro melhorar uma coisa pra pensar na outra”, disse a dona de casa Raimunda Parente Silva, 38. Ela afirma que na avenida Constantino Nery, as imprudências acontecem principalmente durante a manhã e no fim da tarde, horário com maior congestionamento. “As pessoas não respeitam, depois sempre vem um atrás e quando a gente vê já estão todos deixando a faixa engarrafada”.

A situação ainda é mais crítica na avenida Mário Ypiranga. Com  locais estratégicos como o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e cruzamentos à direita, muitos motoristas “avisam” dobrar à direita, mas seguem todo o percurso na faixa exclusiva irregularmente. A reportagem visitou a área ontem e não constatou a presença de agentes do Manaustrans.

Apesar disso, o órgão informa que a fiscalização existe nas duas avenidas. De acordo com o Instituto, a fiscalização nesses locais é feita em horário de pico onde são, em média, 12 agentes de trânsito ao longo dessas avenidas, posicionados nos principais cruzamentos.

Em números

3.284 motoristas foram autuados na capital desde a implantação da Faixa Azul nas avenidas Constantino Nery e Mário Ypiranga. Segundo o Manaustrans, até o dia 9 de julho 3.073 foram multados na Constantino e 211 na Mário Ypiranga.

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