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Manaus
FUTUROS CIENTISTAS

Futuros cientistas: escola em Manaus ensina robótica para crianças e adolescentes

Aproveitando o mercado para incentivar a criação de tecnologias, o empresário Glauco Aguiar criou a Manaós Tech For Kids 19/03/2017 às 15:20
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Professor Glauco Aguiar explica aos alunos Mateus Santana e Daniel Serudo a tecnologia robótica de forma lúdica. (Foto: Evandro Seixas)
Geizyara Brandão Manaus (AM)

A educação científico-tecnológica deve ser incentivada desde cedo. Aproveitando o mercado para incentivar a criação de tecnologias, o empresário Glauco Aguiar, resolveu investiu na escola de robótica e programação para crianças e adolescentes: a Manaós Tech For Kids. “A gente se utiliza de ferramentas atuais de tecnologia para que eles passem a começar se expressar através de tecnologia e não só consumir”, afirmou o empresário.

A escolinha do futuro está localizada no HUB Tecnologia e Inovação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O próprio coordenador do HUB Tecnologia e inovação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Ricardo Serudo, matriculou o filho de seis anos em um projeto piloto da Manaós Tech.

“Temos que permitir que eles aprendam certas habilidades e acho que lá com o Glauco (Manaós Tech for Kids) ele vai adquirir isso, esse pensamento científico, analisar solução, pensar em termos lógicos de programação”, relatou. 

O empresário e especialista da área relata que a maioria dos alunos que ingressa em cursos destinados à área de tecnologia não possui  o conhecimento básico para aprender a programar. A escola de robótica, portanto, pode auxiliar nesse quesito, além de complementar as matérias desenvolvidas na sala de aula regular como a matemática e ciências.

Durante o curso, os alunos também possuem uma disciplina de empreendedorismo que ensina crianças e adolescentes a pensarem no próprio negócio, construírem as próprias startups, segundo Aguiar. 

Para o empresário o mercado de trabalho será cada vez mais restrito e a mão-de-obra será extinta pela automação. “Cada vez mais vamos ter máquinas que fazem melhor do que a gente faz. Então, a gente precisa estar preparado para não sermos suprimidos”, assegurou.

“O profissional vai ter que ser o mais humano possível. O mercado precisa de pessoas criativas, ter o que a máquina não tem”, enfatizou Glauco Aguiar quanto ao aumento de máquinas substituindo os seres humanos nas fábricas.

A dificuldade para encontrar empregos, mesmo que não tenham relação direta com tecnologia, irá ser maior se não tiverem conhecimento de tecnologia, segundo o ponto de vista de Aguiar. “A tendência é mundial é que essas pessoas tenham muita dificuldade de empregabilidade”, destacou ele sobre a necessidade de se preparar os pequenos para os desafios do futuro.

Uma nova geração

O empresário e vice-presidente do Instituto Clothilde Sant’Anna, Romulo D. Santana, que tem um filho de seis anos, planejava fazer a matrícula em uma escola de São Paulo, com turmas a partir de sete anos. Até que surgiu a oportunidade de iniciar os estudos na idade em que está e em Manaus. “Nós, pais, precisamos aproveitar e alimentar esse desejo de aprender que é natural nas crianças”, contou.

De acordo com Santana, o domínio da tecnologia é importante não só para o futuro das crianças, mas como do Brasil. “Não basta ser um usuário da tecnologia. Precisamos formar uma geração de inovadores em tecnologia para tirar o Brasil das últimas posições do ranking mundial de patentes”, disse.

“Acredito que a criança não pode ser tratada como incapaz. A criança tem muita curiosidade em relação ao mundo”, opinou Ricardo Serudo.

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