Domingo, 21 de Julho de 2019
Manaus

Rodoviários ameaçam paralisar 100% da frota de ônibus em protesto nesta sexta (12)

Os rodoviários reivindicam o pagamento do FGTS, INSS, o fim do banco de horas, o fim da compensação de horas, o uso de fardamento profissional, e se posicionam contra a falta de estrutura nos terminais de ônibus e a favor da Participação de Lucro no Resultado (PLR)



1.jpg Rodoviários protestam e reivindicam seus direitos nesta sexta (12)
19/09/2013 às 15:55

Cerca de mil trabalhadores da categoria dos rodoviários protestaram em frente à prefeitura de Manaus, localizada na Avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus. A paralisação, que já fecha a avenida, começou por volta das 8h da manhã desta sexta (12). As informações são do segundo tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Jaildo Oliveira.

A classe fechou a avenida e segue em passeata rumo ao Centro de Manaus. Ainda conforme Jaildo, os rodoviários reivindicam o pagamento do FGTS, INSS, o fim do banco de horas, o fim da compensação de horas, o uso de fardamento profissional, e se posicionam contra a falta de estrutura nos terminais de ônibus e a favor da Participação de Lucro no Resultado (PLR).

Jaildo sustenta que a categoria espera ser recebida pelo prefeito Artur Neto (PSDB) para apresentar a pauta de reivindicações da classe. Segundo ele, caso não haja um posicionamento, os rodoviários ameaçam parar 100% da frota de ônibus da cidade.

“O Sinetram alega que não há uma pauta estabelecida, e a categoria tem, sim. Já há protocolo da nossa pauta de reivindicações. Inclusive ela já foi protocolada na prefeitura e no próprio Sinetram. Já teve reunião sobre isso no Ministério do Trabalho”, destacou Oliveira.

Paralisação prevista para esta segunda (15)

A reportagem de A CRÍTICA constatou que, por volta de 12h30, os rodoviários interditaram a avenida Epaminondas, no bairro Centro. Os ônibus que vem na direção da avenida pararam pelo bloqueio da passagem e os usuários descem dos coletivos, enquanto que parte dos rodoviários descem dos ônibus para se juntar aos manifestantes. Até o início da tarde, houve dois princípios de tumultos do local, por conta da exaltação de alguns usuários do transporte público.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Givancir Oliveira, relatou que se o prefeito Artur Neto não apresentar ainda nesta sexta (12) nenhuma proposta de acordo para que as empresas cumpram a exigência dos funcionários, a categoria irá paralisar 100% dos coletivos nesta segunda-feira (15).


Sinetram

A assessoria jurídica do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas  (Sinetram) informou que o órgão não recebeu documento acerca das reivindicações. A assessoria disse ainda que ainda que houvesse o envio da pauta por parte da categoria, a questão demanda tempo perante à justiça.

A assessoria relatou também que a greve ocorrida nesta quinta (11) era de caráter legal, por ter sido formalizada com documentações. Segundo o setor, a greve realizada nesta sexta (12) não tem procedência legal, porque o anúncio de greve deve possuir uma carência de 72 horas informando a prefeitura, a justiça e a população. A assessoria alega que o Sinetram não recebeu qualquer documento ou formalização sobre a paralisação desta sexta (12).

SMTU

Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) afirma que “o sistema de transporte coletivo de Manaus já opera com 80% da frota total de ônibus na manhã desta sexta-feira, 12, segundo dia da greve promovida pelo Sindicato dos Rodoviários.  Ainda, conforme levantamento feito por fiscais da SMTU três empresas já começaram a funcionar com suas frotas completas”.

Ainda segundo a nota, “as empresas Líder, Vega e Açaí continuam com apenas 60% de suas frotas em operação, mas esse número tende a ser normalizado no decorrer do dia. Apesar da redução da frota que teve início ontem, 11, não foram registrados grandes incidentes. A SMTU permanece com fiscalização nas garagens para monitorar a circulação das linhas”.

Recebidos

Na sede da prefeitura, os representantes dos rodoviários foram recebidos pelo secretário municipal de governo, Humberto Michiles ainda nesta manhã do dia 12, onde entregaram a agenda de reivindicações ao secretário, de acordo com informações do núcleo de comunicação da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).

Ainda de acordo com a Semcom, as reivindicações da categoria são de caráter trabalhista, e o que a prefeitura pode fazer, segundo o órgão, é acompanhar e intermediar o diálogo entre funcionários e empresas para verificar se as exigências serão cumpridas. Conforme o núcleo, em caso do não-cumprimento das exigências, pode haver punição às empresas. A Semcom afirmou que irá enviar nota com mais detalhes sobre o posicionamento da prefeitura ainda na tarde desta sexta.


** Colaborou a repórter Carolina Silva

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