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Rodoviários anunciam nova data para paralisação da categoria

De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Givancir Oliveira, na quinta-feira (18) cerca de 70% da frota de coletivos deve parar 15/07/2013 às 15:33
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70% dos ônibus devem parar nesta quinta (18)
acritica.com Manaus, AM

Representantes do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas e do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) esteiveram reunidos na manhã desta segunda-feira (15), na sede do Tribunal Regional do Trabalho – 11ª Região, localizada no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus, para debater sobre as reivindicações feitas pelos rodoviários, que estão em estado de greve desde o último dia 11, mas terminaram a audiência sem qualquer entendimento que leve ao fim do impasse.

Por conta disso, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, anunciou que 70% da frota do transporte coletivo deve ser paralisada nesta quinta-feira (18). A data é a terceira divulgada pelo presidente. Na semana passada, Givancir anunciou paralisação geral para esta segunda-feira (15), mas no fim de semana ele mudou o discurso e disse que a paralisação aconteceria na terça-feira (16).

De acordo com Oliveira, a categoria irá formular um documento para comunicar ao órgão, à Justiça do Trabalho e a Prefeitura sobre a greve.

Durante a audiência o presidente do Sinetram, Algacir Gurcacz, afirmou que o sindicato das empresas não possui dinheiro para efetuar o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores, por conta da redução do valor da passagem do ônibus, que retornou ao valor antigo de R$ 2,75.

O desembargador do TRT, David Alves de Melo Júnior, classificou o não-pagamento de FGTS aos funcionários como uma “um crime e uma falha grave que não deveria existir”, ressaltando que o órgão irá investigar as informações. “Desta maneira, o direito de greve do trabalhador é legítimo, porque neste caso eles têm motivos para reivindicar”, pontuou.

A reportagem de A CRÍTICA apurou que o procurador regional do trabalho, Jorcinei Dourado do Nascimento, insistiu para que o Sinetram entrasse em um acordo com os rodoviários. Dourado alega entender que a paralisação seria suspensa se o sindicato das empresas efetuasse o pagamento do FGTS aos funcionários.

Em resposta ao presidente do Sinetram, o procurador disse ainda que o valor da passagem de ônibus passou recentemente por reduções, e que tal fato não justifica o não-pagamento do direito, uma vez o FGTS não é depositado aos rodoviários há 10 anos.

Ainda na reunião, o Sinetram alegou que irá reunir com as empresas para discutir o assunto, afirmando que no momento não há como assumirem qualquer posição oficial perante o tema.

* Com informações do repórter Florêncio Mesquita



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