Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Manaus

Rodoviários assinalam greve para a próxima terça-feira (27)

Cerca de 70% dos ônibus ficarão parados nas garagens das empresas e a população terá 30% da rota em funcionamento durante o dia



1.jpg Durante a assembléia, foram recolhidas 186 assinaturas de rodoviários de 10 empresas
22/08/2013 às 20:08

A partir de assembléia dividida em dois turnos - que começou às 9h30 desta quinta-feira (22), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (STRR) e reiniciou às 16h -, a classe anunciou o início da greve para a próxima terça-feira (27). A decisão foi unânime, com 500 votos a favor.

A paralisação poderá ter início às 4h do mesmo dia, horário que ainda será discutido pela diretoria do Sindicato. Na assembleia, ficou estabelecido que 70% dos ônibus devem ficar nas garagens, deixando apenas 30% em funcionamento para atender toda a população de Manaus.

A categoria reúne motoristas, cobradores e mecânicos do transporte público e reivindica principalmente o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que não estaria sendo cumprido por parte das empresas do ramo. Durante a assembléia, foram recolhidas 186 assinaturas de rodoviários de dez companhias.

Reivindicações

Segundo um dos membros do Sindicato, William Enock, as reivindicações não se restringem apenas aos pagamentos. “Essas exigências são de todas as empresas, porém, cada uma sofre de dificuldades diferentes. Assédio moral, falta de estrutura nos terminais, tempo de intervalo insuficiente... tudo isso é colocado ao Poder Público para ser resolvido, mas infelizmente sempre fica em segundo plano”, conta.

Seguindo os trâmites legais, o resultado da assembleia permitirá à Prefeitura tomar alguma atitude em até 72h. De acordo com William, a Prefeitura foi convidada a participar das reuniões. Entretanto, o não comparecimento acaba dificultando o estabelecimento de um acordo.

“Nossas reuniões são abertas e sempre chamamos órgãos como a Prefeitura, Ministério Público Federal (MPF), Delegacia do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No caso da Prefeitura, que poderia resolver isso mais rápido, os representantes não participam e isso atrapalha qualquer tipo de conversa. Nós não queremos fazer greve”, diz Enock.

SMTU rebate acusações

De acordo com o titular da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, a questão do FGTS é totalmente transparente. "O FGTS que é recolhido pelas empresas para a Caixa Econômica não era feito há alguns anos atrás, isso foi uma conquista. Esse recolhimento é feito de forma clara, está tudo documentado", diz.

Ainda segundo o superintendente, a classe não tem motivos para realizar a greve. "É muito estranho o Sindicato cobrar tudo agora, depois de sete anos. A SMTU está trabalhando em tudo o que eles colocam como problemas. O Prefeito de Manaus está fazendo a parte dele também, dando atenção à categoria e os ouvindo", afirma. "O Sindicato se aproveita do desconhecimento da categoria para impor seus interesses políticos. Eles não querem colaborar, querem combate", finaliza Carvalho.

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