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Manaus
MULTA

Sindicato dos Rodoviários considera multa de R$ 600 mil 'injusta' e diz que vai recorrer

Na decisão de hoje, além de estipular o valor da multa de R$ 600 mil, o TRT também ordenou que seja tomada junto a PF e ao MPF tomasse providências criminais 27/06/2017 às 14:56 - Atualizado em 27/06/2017 às 15:04
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Givancir Oliveira afirmou que a paralisação de 100% da frota surgiu dos próprios trabalhadores (Foto: Arquivo AC)
Amanda Guimarães Manaus

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTR), Givancir Oliveira, se pronunciou na tarde desta terça-feira (27), sobre a decisão do Tribunal Regional do Trabalho 11ª Região (TRT) em bloquear R$ 600 mil nas contas da entidade por realizar seis horas de paralisação nessa segunda-feira (26). O sindicalista considerou a multa “injusta” e afirmou que recorrerá da determinação judicial.

 Pedindo mais maturidade do TRT sobre questões que envolvem os trabalhadores rodoviários, Givancir informou que até o próprio Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) reconheceu o erro que levou a paralisação de 100% da frota de ônibus da cidade de Manaus.

“É lamentável. Vamos recorrer da decisão. Mas é interessante informar que o Sinetram reconheceu o próprio erro. Ofereceram para os trabalhadores um reajuste de 3%, o que não foi muito bem visto. Se isso não tivesse acontecido, a greve não teria sido realizada. A gente gostaria muito que o TRT amadurecesse e mudasse esse entendimento de querer massacrar e engessar o sindicato. É a única ferramenta que nós tínhamos”, comentou o presidente sobre a greve.

Givancir também defende que a paralisação surgiu dos próprios trabalhadores e não pela diretoria do sindicato. “A greve surgiu dos trabalhadores quando o Sinetram ofereceu reajuste de 3%. Quem acabou sendo penalizado foi o sindicato dos rodoviários. A gente não concorda, mas respeita a decisão. O tribunal infelizmente só pune os trabalhadores. Procon, Defensoria e Prefeitura não pune os empresários”, disse.

O sindicalista também comentou sobre a decisão da Defensoria do Estado do Amazonas e o Procon-AM de entrar com uma ação na Justiça pedindo a prisão da diretoria do sindicato dos rodoviários. O caso foi noticiado pelo Portal A Crítica na manhã dessa segunda (26).

“As ameaças do defensor de tentar articular minha prisão, não me intimida. Se eu tiver que parar 100% para defender a categoria, vou fazer. A população pega ônibus debaixo de sol e chuva. Cadê o Procon e Defensor que não ver isso? Não vai me intimidar”, completou o representante do sindicato dos rodoviários.

Decisão

Na decisão de hoje, além de estipular o valor da multa de R$ 600 mil, o TRT também ordenou que seja tomada junto a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal providências criminais cabíveis em face dos diretores do sindicato, considerado o descumprimento da decisão judicial como “desobediência”.

Caso o sindicato volte a realizar paralisações, a desembargadora Eleonora Saunier Gonçalves, determina que seja majorado o valor de R$ 100 para R$ 200 mil por cada hora de paralisação. O tribunal também solicita que o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, seja intimado sobre o caso.

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