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Rodoviários da empresa Global paralisam nesta quinta-feira (15)

Representantes do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas proibiram a saída de aproximadamente 300 coletivos, que atendem 53 linhas que deixaram de circular 15/08/2013 às 11:03
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Paralisação da empresa prejudicou usuários do transporte coletivo, principalmente da Zona Leste de Manaus
Bruna Souza Manaus, AM

Frota de ônibus da empresa Global Green permaneceu na garagem na manhã desta quinta-feira (15), prejudicando os usuários do sistema de transporte público da cidade, principalmente da Zona Leste de Manaus. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) proibiram a saída de aproximadamente 300 coletivos, que atendem 53 linhas que deixaram de circular.

Os funcionários da empresa de transporte chegaram para trabalhar ainda durante a madrugada e foram surpreendidos com a paralisação organizada pelo sindicato. Os principais motivos são o reajuste salarial e a regulamentação de direitos trabalhistas, como o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, o acordo feito entre os rodoviários, empresa e Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) não foi cumprido. Segundo ele, o valor referente ao pagamento do FGTS estava atrasado desde 2004, mesmo descontando o benefício dos contracheques dos funcionários, e após a última paralisação ficou acordado entres as partes que o pagamento seria realizado em até 14 vezes.

“O acordo não foi honrado e a empresa parcelou o débito em 180 meses. Uma diferença grande para a quantidade de parcelas estipuladas na negociação. Os mil e seiscentos rodoviários da Global estão parados e vamos continuar até que o prefeito Artur Virgílio Neto venha até a garagem e resolva essa situação”, declarou.

Os sindicalistas também reivindicam o pagamento de uma parte do subsídio de R$ 1 milhão do Governo do Estado e mais R$ 750 mil da Prefeitura pagos à empresa para que o reajuste da passagem de R$ 2,90 fosse possível para R$ 2,75. Segundo eles, esse valor não teria sido repassado pela Global aos trabalhadores. “Queremos que essa compensação seja negociada diretamente com os rodoviários e não com as empresas que muitas vezes não repassam o subsídio aos trabalhadores’, disse o presidente.


Policiais militares foram deslocados até a garagem da empresa localizada no bairro São José Operário, próximo do Terminal 5 (T5), para fazer a segurança dos rodoviários e evitar  confronto com a população, como aconteceu no dia 1 de julho. Durante a manhã, as paradas de ônibus ficaram lotadas de usuários que aguardavam o transporte coletivo.

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Empresa

De acordo com o diretor executivo da Global Green, Rosano Conte, o dia de trabalho desta quinta-feira (15) será descontado da folha de pagamento dos funcionários, pois, a empresa não foi informada sobre a paralisação pelo Sindicato dos Rodoviários.

“Vamos descontar o dia de trabalho, pois essa greve é imoral e ilegal. Mais uma vez o sindicato age de forma arbitrária, contra a lei e desafiando a justiça. Todos sabem que o procedimento a ser adotado é avisar com antecedência que vai ter a paralisação e sem dúvidas, que quem está sendo prejudicada é a população, que nem pôde ser informada”, declarou o diretor.

Ao ser questionado pela reportagem do acritica.com sobre o número elevado de parcelas e o valor referente ao subsídio da gestão estadual e municipal, Rosano informou que os representantes do sindicato estão desinformados e que não participaram da última reunião realizada com uma comissão dos trabalhadores, na qual o acordo para o pagamento do FGTS em até 180 parcelas foi firmado.

“O sindicato não é aceito pelos rodoviários, que fizeram por conta própria uma comissão com nove funcionários. Na última reunião, que eles(do sindicato) não estiveram presentes, e foi acertado o pagamento em 180 vezes entre todas as empresas do sistema de transporte público da cidade. Referente ao pagamento da compensação, a prefeitura ficou de fazer uma análise de implantação justa que ainda não foi implantada na sua totalidade. Recebemos apenas R$ 3 mil por dia para o pagamento dos benefícios e esse dinheiro não vai para a empresa e sim, direto para as contas dos trabalhadores”, finalizou.

Prefeitura

O secretário de comunicação da PMM, Márcio Noronha, informou que o prefeito Artur Neto receberá ainda na manhã desta quinta (15), a comissão dos rodoviários, o sindicato e os empresários da Global no Palácio Rio Branco, no Centro de Manaus, para discutirem e resolverem os problemas apontados pela categoria.

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