Sábado, 25 de Janeiro de 2020
Manaus

Rodoviários da empresa Global paralisam nesta quinta-feira (15)

Representantes do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas proibiram a saída de aproximadamente 300 coletivos, que atendem 53 linhas que deixaram de circular



1.png Paralisação da empresa prejudicou usuários do transporte coletivo, principalmente da Zona Leste de Manaus
15/08/2013 às 11:03

Frota de ônibus da empresa Global Green permaneceu na garagem na manhã desta quinta-feira (15), prejudicando os usuários do sistema de transporte público da cidade, principalmente da Zona Leste de Manaus. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) proibiram a saída de aproximadamente 300 coletivos, que atendem 53 linhas que deixaram de circular.

Os funcionários da empresa de transporte chegaram para trabalhar ainda durante a madrugada e foram surpreendidos com a paralisação organizada pelo sindicato. Os principais motivos são o reajuste salarial e a regulamentação de direitos trabalhistas, como o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).



De acordo com o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, o acordo feito entre os rodoviários, empresa e Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) não foi cumprido. Segundo ele, o valor referente ao pagamento do FGTS estava atrasado desde 2004, mesmo descontando o benefício dos contracheques dos funcionários, e após a última paralisação ficou acordado entres as partes que o pagamento seria realizado em até 14 vezes.

“O acordo não foi honrado e a empresa parcelou o débito em 180 meses. Uma diferença grande para a quantidade de parcelas estipuladas na negociação. Os mil e seiscentos rodoviários da Global estão parados e vamos continuar até que o prefeito Artur Virgílio Neto venha até a garagem e resolva essa situação”, declarou.

Os sindicalistas também reivindicam o pagamento de uma parte do subsídio de R$ 1 milhão do Governo do Estado e mais R$ 750 mil da Prefeitura pagos à empresa para que o reajuste da passagem de R$ 2,90 fosse possível para R$ 2,75. Segundo eles, esse valor não teria sido repassado pela Global aos trabalhadores. “Queremos que essa compensação seja negociada diretamente com os rodoviários e não com as empresas que muitas vezes não repassam o subsídio aos trabalhadores’, disse o presidente.


Policiais militares foram deslocados até a garagem da empresa localizada no bairro São José Operário, próximo do Terminal 5 (T5), para fazer a segurança dos rodoviários e evitar  confronto com a população, como aconteceu no dia 1 de julho. Durante a manhã, as paradas de ônibus ficaram lotadas de usuários que aguardavam o transporte coletivo.

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Empresa

De acordo com o diretor executivo da Global Green, Rosano Conte, o dia de trabalho desta quinta-feira (15) será descontado da folha de pagamento dos funcionários, pois, a empresa não foi informada sobre a paralisação pelo Sindicato dos Rodoviários.

“Vamos descontar o dia de trabalho, pois essa greve é imoral e ilegal. Mais uma vez o sindicato age de forma arbitrária, contra a lei e desafiando a justiça. Todos sabem que o procedimento a ser adotado é avisar com antecedência que vai ter a paralisação e sem dúvidas, que quem está sendo prejudicada é a população, que nem pôde ser informada”, declarou o diretor.

Ao ser questionado pela reportagem do acritica.com sobre o número elevado de parcelas e o valor referente ao subsídio da gestão estadual e municipal, Rosano informou que os representantes do sindicato estão desinformados e que não participaram da última reunião realizada com uma comissão dos trabalhadores, na qual o acordo para o pagamento do FGTS em até 180 parcelas foi firmado.

“O sindicato não é aceito pelos rodoviários, que fizeram por conta própria uma comissão com nove funcionários. Na última reunião, que eles(do sindicato) não estiveram presentes, e foi acertado o pagamento em 180 vezes entre todas as empresas do sistema de transporte público da cidade. Referente ao pagamento da compensação, a prefeitura ficou de fazer uma análise de implantação justa que ainda não foi implantada na sua totalidade. Recebemos apenas R$ 3 mil por dia para o pagamento dos benefícios e esse dinheiro não vai para a empresa e sim, direto para as contas dos trabalhadores”, finalizou.

Prefeitura

O secretário de comunicação da PMM, Márcio Noronha, informou que o prefeito Artur Neto receberá ainda na manhã desta quinta (15), a comissão dos rodoviários, o sindicato e os empresários da Global no Palácio Rio Branco, no Centro de Manaus, para discutirem e resolverem os problemas apontados pela categoria.


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