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Rodoviários dão prazo de três dias para fechar acordo com Sinetram e SMTU

Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus vão notificar as empresas para que cumpram a convenção coletiva em 72 horas e evitem greve 06/03/2013 às 07:13
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Em assembleia, a categoria dos trabalhadores optou por deflagrar a greve se SMTU e Sinetram não cumprirem acordo
náferson Cruz ---

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) notificará nesta quarta-feira (06) o Sindicato das Empresas do Transportes Coletivo Urbano de Manaus (Sinetram) e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) para que cumpram com os acordos feitos em Convenção Coletiva aprovados há duas semanas  por unanimidade  pela  classe.

Após a notificação, prevista para acontecer nesta manhã (06), o Sinetram terá 72 horas para cumprir com o acordo. Caso não seja estabelecido o pacto, o Sindicato dos Rodoviários irá comunicar a situação ao prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB) e se, por ventura, ele tenha um posicionamento desfavorável aos trabalhadores, o movimento pretende mobilizar a classe para uma greve, com a paralisação de 30% da frota do transporte coletivo, com 70% funcionando com “catraca livre”, sem a cobrança da passagem ao usuário do sistema.

Atualmente, o sindicato pleiteia 8% de reajuste salarial. Até agora, a classe patronal ofereceu 5%. O tíquete de alimentação, de R$ 7,50 recebidos antes, passou para R$ 8, mas segundo o sindicato, faltam mais R$ 2. Em relação à cesta básica, os empresários deram R$ 8 de aumento, mas os trabalhadores reivindicam mais R$ 30 na cesta cujo ideal é atingir R$ 200.

A classe dos trabalhadores cobra ainda o pagamento das férias em dias. “Espero que façamos um acordo urgente para que a Convenção do ano passado tenha um desfecho positivo, só assim poderemos lutar pelas próximas convenções. Espero que os empresários usem o bom senso, pois eles lucraram muito e passaram pouco ao trabalhador”, disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo de Oliveira.

Ele enfatizou que, caso não haja um acordo entre as partes, a única forma de resolver a situação é com a greve. “O trabalhador foi penalizado por uma decisão que a Junta Governativa fez quando esteve à frente do sindicato. O trabalhador teve um reajuste de apenas 5%, uma vez que os empresários tiveram 28% na tarifa. Eles também tiveram a redução do passe estudantil e o fim da “Domingueira” e não passaram nada ao trabalhador e, para acabar de tirar a pele do trabalhador, a Junta colocou a compensação de hora, ou seja, o trabalhador faz hora e não recebe, além de compensar o feriado, isso foi muito prejudicial à classe”, declarou o presidente do Sindicato dos Rodoviários.

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