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Rodoviários descartam greve após pagamentos atrasados serem efetuados nesta segunda (7)

Empresas buscaram regularizar débitos com rodoviários nesta segunda-feira, conforme prometdo ao STTRM. Vice-presidente do Sindicato que representa a categoria disse que, por ora, não haverá paralisação no serviço 07/03/2016 às 17:14
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Josildo Oliveira (de amarelo), vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, disse que com a manifestação das empresas pela regularização das pendências, a greve foi descartada por ora
Marcela Moraes Manaus (AM)

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (STTRM), Josildo Oliveira, garantiu que não haverá mais greve de ônibus e informou que as dívidas existentes nos pagamentos dos trabalhadores - que deveriam ter sido efetuados até o quinto dia útil deste mês -, a maior reinvindicação da categoria, foram regularizadas ainda no fim da tarde desta segunda-feira (7).

“Os pagamentos foram repassados desde às 14h de hoje, exceto o Grupo Eucatur, que não conseguiria pagar na segunda-feira. Por enquanto, o sindicato garante que não haverá greve”, afirmou Oliveira.

O atraso colocou em pauta, mais uma vez, a ameaça de paralisação de coletivos e os consequentes transtornos à população que o ato acarreta, deixando o povo à mercê dos impasses entre sindicatos patronal e dos trabalhadores.

A paralisação, prometida inicialmente para começar à 0h desta segunda, foi suspensa no fim da noite de domingo. Apesar de representantes da categoria terem assegurado a ação, o sindicato resolveu esperar pela regularização do pagamento dos funcionários.

Segundo Josildo Oliveira, com a manifestação das empresas pela regularização das pendências, a greve foi descartada. “Era para o pagamento ter acontecido no sábado, porque era o quinto dia útil, e não pagaram. Os empresários tinham ficado de fazer o pagamento para todos os trabalhadores na segunda-feira, e assim foi feito”, informou.

Greve parcial

Na última sexta-feira, o Sindicato dos Rodoviários havia anunciado “greve geral” por tempo indeterminado. No documento, o sindicato cobrava salários atrasados e o pagamento de horas extras devidas à categoria.

No sábado, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acatou o pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e estabeleceu que, caso houvesse a greve, 70% da frota operasse normalmente. A medida visava evitar maiores transtornos à população usuária do transporte coletivo.

A decisão foi tomada pela desembargadora do trabalho da 11º Região, Francisca Rita Albuquerque, que determinou que o STTRM mantivesse 70% dos trabalhadores em atividade nos coletivos. Caso fosse descumprida a decisão judicial, o STTRM poderia ser multado em R$ 50 mil por dia, por empresa prejudicada.

Ainda de conforme a decisão, o Sindicato dos Rodoviários deveria abster-se de praticar quaisquer atos que venham ferir os direitos das empresas, principalmente o cerceamento de livre acesso às garagens das mesmas e, caso houvesse necessidade, a polícia deveria intervir.

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