Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
Manaus

Rodoviários em greve prometem voltar ao trabalho à tarde somente se o salário atrasado for pago

Uma reunião está marcada para acontecer ainda hoje na sede da Prefeitura de Manaus, entre representantes dos rodoviários e das empresas de ônibus



1.gif Rodoviários estão parados desde o início desta manhã, prejudicando cerca de 40 mil pessoas
09/12/2015 às 10:48

Os rodoviários em greve em Manaus prometem encerrar a paralisação e voltar a trabalhar somente na tarde desta quarta (9), se o salário atrasado for pago pelas empresas de ônibus. Eles estão parados desde o início desta manhã e cerca de 40 mil pessoas foram prejudicadas.

Uma reunião está marcada para acontecer ainda hoje na sede da Prefeitura de Manaus, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, entre os representantes dos rodoviários e os donos das empresas de ônibus, além da presente do superintendente Municipal dos Transportes Urbanos (SMTU).



A paralisação foi aderida pelas empresas Líder, Vegas e São Pedro, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram). Apenas 16 carros da empresa São Pedro saíram da garagem. Enquanto na Líder e na Vegas nenhum carro foi liberado para rodar. Segundo o Sinetram, o salário atrasado deverá ser pago hoje.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Josildo Oliveira, informou que caso os trabalhadores não recebam o salário, eles vão parar todas as empresas de ônibus de Manaus. Eles só retornarão completamente à tarde, se o pagamento foi feito.

Segundo Josildo, oito das dez empresas aderiram à paralisação, sendo que algumas estão rodando com 70% da frota, outras circulando somente com 30%, e outras pararam totalmente. “O pagamento está atrasado desde sábado e já vem atrasando há cinco meses”, afirmou.

 “Os empresários estão banalizando, brincando com os trabalhadores. A gente entende a preocupação do prefeito em garantir o transporte para a população e há um ano e meio não se tem greve em Manaus, mas não somos escravos para ficar trabalhando de graça. Trabalhamos 30 dias por mês e se alguém falta o dia, ganha justa causa ou suspensão”, informou Josildo.

“Os empresários pegaram nosso pagamento e dividiram em três parcelas. Isso já é uma sacanagem. Nós somos trabalhadores como qualquer outro. Nós só voltaremos a trabalhar quando pagarem. A gente não vai mais fazer essa brincadeira. Se não sabe ser empresário, largue porque tem outros querendo ser. Chega! Ninguém mais vai aceitar isso”, disse.

Decisão judicial

A paralisação total de funcionários de algumas empresas de ônibus descumpre a decisão tomada no sábado (5) pela presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho, de que, em caso de greve, os rodoviários deveriam manter circulando 70% da frota de ônibus em Manaus, ou seja, apenas 30% dos coletivos e funcionários poderiam parar.

Desde segunda

A greve dos ônibus acontece desde segunda-feira em Manaus, porém como a maioria dos estabelecimentos públicos não funcionou devido aos dias de folga causados pelo ponto facultativo e feriado de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Amazonas, ontem, dia 8, a paralisação não causou transtornos nos primeiros dias.


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