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Manaus
NORMALIZAÇÃO

Rodoviários encerram paralisação e ônibus voltam a circular; 200 mil foram afetados

Eles haviam interditado a av. Constantino Nery, no trecho do T1, após audiência de dissídio ser adiada no TRT. Cerca de 200 mil usuários foram prejudicados 28/02/2018 às 14:18 - Atualizado em 28/02/2018 às 14:23
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Foto: Euzivaldo Queiroz
acritica.com Manaus (AM)

Os rodoviários de Manaus encerraram a paralisação desta quarta-feira (28) e os ônibus voltaram a circular na cidade, conforme divulgou o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Amazonas (Sinetram). Eles haviam interditado a av. Constantino Nery, no trecho do Terminal de Ônibus 1, após a audiência sobre o dissídio coletivo da categoria ser adiada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Segundo o Sinetram, cerca de 200 mil usuários do transporte coletivo foram prejudicados com a paralisação. Surpreendidos com o ato, os passageiros precisaram desembarcar dos coletivos e seguir a pé aos destinos. Outros lotaram as paradas do Centro da cidade à espera dos ônibus.

Audiência no TRT

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário (STTRM), Givancir Oliveira, a decisão de paralisar foi tomada pelos motoristas e cobradores após a audiência do dissídio ser adiada no TRT com um pedido de vista de uma desembargadora. “Hoje foi realizada uma audiência no TRT sobre o dissídio coletivo, mas a desembargadora Solange Santiago pediu vista do processo. Os trabalhadores ficaram revoltados com isso”, afirmou Givancir.

Segundo o sindicalista, o adiamento deixou a categoria assustada com a possibilidade da falta do reajuste de 10% prometida, segundo ele, há dois anos. “Eu pedi para que os trabalhadores voltem aos postos, mas eles falaram que querem chamar atenção das autoridades. Querem uma resposta sobre o aumento deles, porque só no ano passado a passagem, em Manaus, aumentou duas vezes. O próprio prefeito afirmou que em janeiro os valores iriam aumentar, mas ele continua se escondendo”, destacou Givancir.

Prefeitura de Manaus

Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), informou que não foi comunicada previamente da paralisação dos rodoviários e que condena o ato dos trabalhadores. “O prefeito Arthur Virgílio Neto tomou conhecimento do fato e lamentou que a categoria não busque o diálogo para resolver suas questões trabalhistas e apela para o bom senso dos trabalhadores, porque a população não pode ser penalizada”.

“O Tribunal trabalhista adia uma audiência que discutira a questão salarial dos rodoviários, por isso essa baderna na cidade? Isso é uma irresponsabilidade e eles (trabalhadores) não têm esse direito. A decisão da Corte precisa ser respeitada e é preciso pensarmos em todas as responsabilizações criminais e cíveis, com muito rigor, para evitar que esse clima de desordem tome conta da cidade”, afirmou o prefeito Arthur Neto.

De acordo com a Prefeitura de Manaus, a Procuradoria Geral do Município (PGM) vai avaliar o dano coletivo que a paralisação causou à população da cidade e deverá entrar com medida indenizatória em desfavor do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTR).

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