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discussões

Rodoviários esperam solução sobre dissídio em dez dias e cogitam nova greve

Givancir Oliveira participou de reunião hoje com Marcos Rotta e diz que se nada for resolvido em dez dias, uma nova paralisação da frota deve ocorrer 18/01/2017 às 13:13 - Atualizado em 18/01/2017 às 14:12
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Paralisação de ontem pode se repetir caso dissídio do ano passado não seja definido (Foto: Clóvis Miranda)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, afirmou, nesta quarta-feira (18), que a categoria aguarda um prazo de dez dias para que a situação do dissídio coletivo seja resolvido pelas empresas de transporte e pela Prefeitura de Manaus. A Prefeitura de Manaus, no entanto, diz que não há qualquer prazo de dez dias definido nem outras reuniões agendadas. Ontem, os rodoviários descumpriram ordem judicial e realizaram uma paralisação geral de dez horas. 

O sindicalista participou, na manhã desta quarta-feira, de uma reunião com o prefeito em exercício de Manaus, Marcos Rotta, para apresentar as reivindicações da categoria.  Segundo ele, o resultado final do encontro foi positivo para os trabalhadores.  

“Acabei de sair de uma reunião com o Rotta. Foi um encontro muito bom, pois apresentamos para ele a nossa pauta. Ele está ao nosso favor. Quando o prefeito Arthur Virgílio chegar de viagem vamos ter outra reunião. Dessa vez, com a participação dos trabalhadores e do Sinetram”, explicou Givancir, alegando que a Prefeitura de Manaus deu um prazo de 10 dias para que o problema fosse resolvido.

“Os trabalhadores vão esperar esse prazo com muito entusiasmo, pois queremos resolver isso logo”, ressaltou.

Caso o prazo não seja cumprido pela Prefeitura, Givancir prometeu que será realizada mais uma paralisação de 100% da frota. "Chegou a hora do pagamento do dissídio coletivo. Mas se eles não cumprirem os dez dias, vamos fazer outra greve. Estamos vivendo um momento difícil, pois sabemos que paralisar nunca é bom. Só posso dizer, que até o momento, estamos satisfeitos com a posição da Prefeitura”, destacou.

O dissídio coletivo de 2016 é aguardado desde maio do ano passado pela categoria. Como não houve acordo entre empresários e trabalhadores, o caso foi parar no Tribunal Superior do Trabalho, que ainda não tomou uma posição definitiva sobre a questão. 

Divergência

Conforme a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), o prazo de dias para a resolução da questão do dissídio coletivo foi uma estimativa dada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários. O órgão também informou que nenhum prazo foi definido por parte da Prefeitura de Manaus.

A Semcom também destacou que as reuniões com a categoria vão continuar durante os próximos dias, porque existe a necessidade de chegar a um acordo para que a população não seja prejudicada. No entanto, não está agendada nenhuma reunião com o sindicato e o prefeito, Arthur Virgilio Neto. 

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