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Manaus
DISSÍDIO COLETIVO

Rodoviários não entram em acordo e ameaçam nova greve em Manaus

A greve seria uma resposta a uma audiência realizada pelo MPT, Sinetram e Prefeitura de Manaus, que acabou sem um acordo sobre o dissídio coletivo 08/02/2017 às 10:49 - Atualizado em 08/02/2017 às 11:10
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Foto: Arquivo
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo de Oliveira, ameaçou uma nova paralisação do transporte público em Manaus. Em entrevista ao Portal A Crítica, o sindicalista comentou que a decisão seria uma reposta a uma audiência realizada ontem no Ministério Público do Trabalho, que acabou sem um acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e a Prefeitura de Manaus.

Segundo o sindicalista, a audiência realizada pelo MPT foi apenas para tratar sobre paralisações, não sobre o dissídio coletivo da categoria. “Eles não queriam resolver a questão do dissídio, mas sim tratar sobre greve. O Ministério Público precisa nos ajudar, porque não chegamos a nenhum acordo na audiência de ontem”, ressaltou.

Josildo também informou que na tarde desta quarta-feira (08), será realizada uma reunião com os diretores do sindicato para resolver as questões da paralisação. “A tendência é que seja realizada uma nova greve a partir de segunda-feira, pois já esgotamos todos os nossos discursos em negociações. Agora chegou o momento de parar ou até de ser preso”, disse ele, acrescentando que a categoria ficou até com esperanças de receber o dissídio coletivo depois do aumento da tarifa.

“Pensávamos que as coisas iriam melhorar depois do aumento, mas nada adiantou. Tudo isso é uma brincadeira, porque os trabalhadores precisam receber esse valor. Hoje a reunião é para decidir o dia da greve”, disse.

Audiência

Segundo a assessoria do MPT, a audiência realizada na sede do órgão na terça-feira (07), foi para buscar uma solução no que se refere aos fatos que levaram a greve deflagrada no último dia 17 de janeiro na cidade de Manaus.

A reunião, presidida pela procuradora do Trabalho do MPT, Fabíola Bessa Salmito Lima, contou com a participação do representante da prefeitura de Manaus, Procurador Geral do Município, Marcos Ricardo Cavalcanti, dos representantes do Sindicato dos Rodoviários, Givancir de Oliveira Silva (presidente), Élcio Campos Rego (secretário geral) e Ângela Maria Leite de Araújo Silva (advogada), e do representante do sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas- SINETRAM, Zaqueu de Souza Lopes, acompanhado do advogado Fernando Borges de Moraes.

O MPT apresentou como proposta o reajuste no percentual de 10%, a contar do dia 1 de fevereiro, linear nas cláusulas econômicas, sem o pagamento de retroativo, nos termos do que já tinha sido negociado em mesa redonda com o vice-prefeito de Manaus que, na oportunidade, estava em exercício.

Num primeiro momento, o Sindicato dos Rodoviários e Sinetram manifestaram concordância em consolidar a proposta já discutida em momento pretérito, mas após duas horas de debate, acabaram não selando o acordo, sob o argumento de que irão continuar as negociações sem a presença do Ente Ministerial. Por fim, o presidente do sindicato, Givancir de Oliveira Silva, negou-se a assinar a ata da audiência.

Sem mediação do MPT

A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho, Fabíola Bessa, explicou que a partir de agora o órgão não tem mais o que mediar entre o Sinetram e Sindicato dos Rodoviários.

“Depois de duas horas de audiência. Os representantes do Sinetram e do Sindicato chegaram a um acordo e pediram a suspensão das negociações no MPT. A partir de agora não temos mais o que mediar”, ressaltou.

Sobre a declaração do vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários em relação ao assunto tratado na audiência, a procuradora destacou que a questão do dissídio coletivo foi pauta da reunião. “Tratamos sim sobre o dissídio. Agora eles vão fazer as negociações por eles mesmo”, comentou.

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