Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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COBRANÇA

Rodoviários prometem cobrar da Câmara uma CPI da tarifa de ônibus em Manaus

Sem acordo com os empresários para o fim da greve, trabalhadores voltaram às funções mas querem que a Câmara apure para onde vai o dinheiro pago pelo passageiro


02/06/2018 às 11:44

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Givancir Oliveira, afirmou, no final da manhã deste sábado, que a categoria vai exigir, na próxima segunda-feira, que a Câmara Municipal de Manaus (CMM), abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o valor atual da tarifa (R$ 3,80) e o lucro das empresas.

A decisão foi anunciada pouco depois que os trabalhadores recolocaram os ônibus nas ruas de Manaus. Das 4h às 9h, todos os veículos ficaram nas garagens, deixando a população sem transporte público. 

"Vamos estar lá a partir das 9h cobrar a abertura de uma CPI na Câmara. Não queremos acusar ninguém mas queremos saber para onde vai esse dinheiro das empresas", comentou o sindicalista, que também fez críticas à postura da Prefeitura de Manaus durante a greve.  "Infelizmente, o prefeito Artur Neto, que poderia resolver isso, está igual a Pôncio Pilatos: lavou as mãos e não tem autoridade moral nenhuma junto aos empresários. Ele pode dar fim nisso, agora. Se ele fizer isso eu suspendo a greve agora mesmo".

"O prefeito precisa sair de cima do muro e nos ajudar pois a Prefeitura é a dona da concessão do transporte coletivo. Infelizmente a população está a mercê do prefeito e dos vereadores inúteis. A população tem que nos ajudar", completou o sindicalista.

Demissões

Givancir falou que a categoria recuou temporariamente da paralisação total, mas o indicativo de greve continua. "Recuamos visando um retorno à mesa de negociação junto às empresas de transporte para esclarecer pontos da convenção coletiva, quantos serão demitidos e se o desligamento vai ser por justa causa", disse ele, sustentando que o Sinetram quer promover a demissão de 40% dos trabalhadores para contratar novos profissionais sob novos regimes autorizados pela reforma trabalhista. 

À reportagem de A CRÍTICA, o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, afirmou que não há qualquer intenção das empresas em demitir 40% do quadro funcional. "Isso é uma mentira. Não há esta intenção e nem possibilidade de que isso ocorra", sustentou.

Sem garantias

Apesar da frota estar funcionando normalmente neste sábado, Givancir Oliveira  disse que não há como impedir uma eventual nova paralisação dos rodoviários nesta tarde, domingo ou segunda-feira.

"À tarde é outro turno e se a categoria decidir parar vamos apoiá-los. Quem anunciou que a categoria iria parar 100% foi o Sinetram, não fomos nós", acusou ele.  

 

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