Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Manaus

Rodoviários prometem nova paralisação em Manaus

Alegando não cumprimento de acordo pelo Sinetram e atraso de pagamentos, rodoviários prometem greve para esta terça(6)



1.jpg Com o anúncio de paralisação de 70% da frota de ônibus da cidade, usuários podem se preparar para longas esperas
05/08/2013 às 07:35

A “guerra” entre empresários e rodoviários pode provocar uma nova paralisação no sistema de transporte coletivo de Manaus, nesta terça-feira (6). A estimativa do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) é que 70% da frota deixe de circular a partir das 4h de terça-feira, prejudicando a vida de milhares de usuários que dependem do transporte público.

Os rodoviários alegam que as empresas de transporte atrasaram o pagamento dos salários deste mês. Na versão do presidente da STTRM, Givancir Oliveira, o depósito deveria ter sido feito na última sexta-feira. Givancir disse que a paralisação está praticamente definida e que o edital da greve já foi distribuído nas garagens de ônibus da cidade.

“O Sinetram disse que o dinheiro deles ficou retido no Banco Rural (liquidado pelo Banco Central nesta semana) e por conta disto não havia caixa para pagar a gente. Mas não temos nada a ver com esta situação. Podiam ter fechado até a Casa da Moeda. Só queremos nosso salário”, criticou Givancir.

Ele disse ainda que o acordo feito na Justiça do Trabalho para a quitação de débitos de FGTS e INSS também não vem sendo cumprido pelo empresariado. “Eles falam que a prefeitura quebrou o acordo feito com o Sinetram para subsidiar a tarifa. Mas volto a dizer, não temos nada a ver com isto. Vamos nos reunir amanhã (hoje) e deliberar os últimos detalhes da greve”, completou Givancir. Desde 2004 as empresas descontavam as contribuições dos salários, mas não repassavam à Previdência Social e ao FGTS, o que acarretou em uma dívida de R$ 30 milhões com os trabalhadores. Por conta da pendência, os rodoviários ameaçaram paralisar 100% dos ônibus em julho, mas após um acordo, a greve foi abortada.

Forças ocultas
O assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), Fernando Borges, disse que não existe atraso algum com os trabalhadores da categoria. Segundo ele, os salários são pagos no dia 5 de cada mês. As pendências com INSS e FGTS também estão em dia, na versão do assessor. Alertado sobre o indicativo de greve, Borges disparou.

“O que acontece é que o Givancir está agindo à mando de forças políticas do Amazonas. Ele apenas cumpre ordens de gente interessada em atrapalhar a gestão do prefeito Artur. Isso é terrorismo político e antecipação de campanha. Não vamos aceitar esta situação”, enfatizou. O Sinetram deve acionar a Justiça para classificar a greve como ilegal. Caso isso ocorra, a multa pode ser de R$ 50 mil para cada hora de paralisação.

SMTU critica anúncio de paralisação
O superintendente municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho, disse ontem à tarde que não tinha conhecimento da greve. Ele pediu mais diálogo e criticou a postura dos rodoviários na questão.

“O presidente do sindicato não respeita ninguém. Quer fazer greve por tudo”, alfinetou. Carvalho ressaltou que a prefeitura tem buscado resolver os “gargalos” do transporte coletivo na cidade e revelou que um novo passo para a organização do sistema deve ser dado nesta semana. “Vamos enviar para a Câmara o projeto de regulamentação do transporte alternativo e executivo, que vai permitir que façamos licitações no setor. Se eles aprovarem tudo, o edital de licitação sai em aproximadamente um mês”, contou.

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