Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
NOVA POLÊMICA

Rodoviários ameaçam greve e querem pagamento retroativo a maio de 2016

Segundo Givancir Oliveira, presidente do Sindicato, uma nova greve será realizada caso o prefeito não aceite negociar



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Categoria realizou uma nova assembleia nesta quinta-feira, onde a maioria não aceitou a proposta feita no início da semana. (Arquivo)
26/01/2017 às 19:03

Um dia depois de anunciar “um acordo de paz e harmonia” com a Prefeitura de Manaus e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) voltou a ameaçar a realizar greves caso não seja ouvidos pelo prefeito Arthur Neto (PSDB). 

Na tarde desta quinta-feira (26), o sindicato realizou uma nova assembleia onde o acordo de reajuste salarial proposto à categoria no inicio da semana não foi bem aceito pela massa. O problema, segundo o presidente dos Rodoviários, Givancir Oliveira, é que o reajuste de 10% a partir de março deste ano não contempla os dez meses de salários atrasados. 

“Eles (Sinetram) nos concederam reajuste a partir de março de 2017, mas o nosso dissídio coletivo venceu em maio do ano passado. Assim, o reajuste tem que ser com data retroativa, e estamos falando de 10 meses de reajuste em atraso.  É isso que a categoria reivindica: o retroativo ou um plano de saúde. Caso contrário a gente vai parar mesmo ”, afirmou. 

Segundo Oliveira, a categoria vai aguardar até o dia 2 de fevereiro para reunir diretamente com o prefeito para discutir sobre o assunto. Caso não haja um acordo, os rodoviários prometem parar o sistema novamente. “A greve vai acontecer após a reunião com o prefeito. Se ele não resolver, a gente para.  Nós queremos conversar com o prefeito, não com vice”, disparou o presidente dos rodoviários. 

Ainda segundo ele, a categoria está buscando uma aproximação e diálogo sobre o assunto. “Eles sempre falam que a gente não busca o diálogo, não busca negociação. E queremos provar que buscamos sim esse acordo, até porque nós temos direito a esse retroativo. Ninguém está pedindo nem mais, nem menos”, atacou. 

Depois da conversa com Arthur Neto, o sindicato vai realizar uma nova assembleia para discutir sobre o indicativo de greve. 


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