Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
Passagem

Rodoviários querem reajuste dos salários proporcional ao aumento da tarifa

Presidente do Sindicato, Givancir Oliveira, diz que assembleia será feita na quarta-feira e que nova greve não está descartada se negociações não avançarem



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Givancir Oliveira deu prazo até sexta-feira para as negociações serem concluídas (Foto: Antônio Lima)
23/01/2017 às 16:55

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTR) informou nesta segunda-feira (23) que pode realizar uma nova greve na próxima semana, caso as conversas com a Prefeitura de Manaus e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não avancem. 

Nesta manhã, o prefeito em exercício Marcos Rotta (PMDB) afirmou ser inevitável o aumento da passagem. No entanto, isso só deve acontecer se os empresários concordarem em manter a meia passagem em R$ 1,50. A atual tarifa do transporte é de R$ 3,15, mas como o município subsidia parte desse valor - R$ 0,15 -, a população paga R$ 3 na catraca. 

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, afirmou que é favor do aumento da tarifa, mas entende que o reajuste tem que ser tanto para os empresários quanto para os trabalhadores. “Se tiver um aumento de 30% para eles (Sinetram), tem que ter 30% para os trabalhadores. O que a gente busca é um reajuste proporcional, igualdade social, qualidade de vida e a reposição da inflação. Isso tem que ser definido até sexta-feira”, destacou. 

Segundo Oliveira, está agenda para esta terça-feira, uma nova reunião entre os sindicatos e a Prefeitura onde o assunto do dissídio coletivo e do aumento da tarifa será discutido novamente. E caso as partes não cheguem a um acordo, uma nova greve deve ser deflagrada na próxima segunda-feira, 30.  “Em respeito ao Prefeito e a justiça, suspendemos a greve que seria hoje. Mas se não tiver acordo, vamos partir para greve”, afirmou. 

Na quarta-feira, às 10h e as 14h, o STTR realizará uma nova assembleia geral para votar sobre a nova greve. Se for aceita, os rodoviários vão paralisar 70% da frota de ônibus da capital. “Estamos fazendo conforme a justiça orientou e vamos avisar a população”, disse o presidente do sindicato dos rodoviários.


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