Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Manaus

Rodoviários querem unir camelôs e estudantes para fortalecer greve chamada para segunda-feira

Segundo o vice-presidente do STTRM, Josildo Oliveira, até o início da próxima semana a mobilização deve se fortalecer



1.jpg Sindicato realizaou nessa terça-feira (20) a distribuição de uma carta aberta para mobilizar motoristas e cobradores para assembleia
21/08/2013 às 08:58

Com cópias de carta aberta e com carro de som, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Manaus (STTRM) mobilizou alguns motoristas na tarde dessa terça-feira (20), no terminal da Matriz, Centro, para a assembleia geral da categoria, que deverá acontecer na próxima quinta-feira, às 16h, e aprovar o indicativo de greve a partir de segunda-feira.

“Queremos que a prefeitura repasse o dinheiro do subsídio diretamente à Caixa Econômica, em vez de colocar na mão dos empresários”. A afirmação é do presidente do STTRM, Givancir Oliveira. Segundo ele, com o dinheiro em mãos, os empresários “pagam se quiserem”. “Eles não estão cumprindo a promessa de pagar os débitos de FGTS com a Caixa”, disse. Além disso, segundo o sindicato, as empresas Global Green, Vega Transportes, Líder Transportes e Açaí Transportes não estão recolhendo o INSS.

O vice-presidente do STTRM, Josildo Oliveira, anunciou a aproximação da categoria com os movimentos estudantis em prol da luta pelo passe livre. Segundo ele, até o início da próxima semana a mobilização deve se fortalecer.

Entre os novos grupos em negociação para fortalecer o movimento sindical está a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o movimento estudantil da cidade. “A CUT vai nos ajudar com esta carta aberta, além de nos emprestar uma estrutura como carros de som, por exemplo”, informou Josildo.

A carta aberta será distribuída para a população dentro dos coletivos, dos pontos de ônibus e nos bairros. A intenção, conforme informou o vice-presidente do sindicato, é que dez carros de som sejam contratados para informar a população sobre as reivindicações. O reforço já pode ser sentido na tarde de ontem.

A estudante do curso de História, Aline Ribeiro, 22, estava distribuindo algumas cópias da carta aberta à população e aos motoristas dos ônibus, no Centro. “A pauta de reivindicações deles é válida. A gente é estudante, sabe como funciona o transporte público. É preciso melhorar e o motorista não é o culpado”, disse.

A dona de casa Auriene Soares, 40, que estava na praça da Matriz, parou para ouvir o discurso dos rodoviários. “Acho que eles têm razão de fazer greve. Se for para melhorar, é válido”.

* Colaborou: Mariana Lima

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